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Duane “Keffe D” Davis se declara inocente em primeira entrevista após condenação pela morte de Tupac

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Duane "Keffe D" Davis. Tupac Shakur e Duane “Keffe D” Davis (Raymond Boyd/Getty e Steve Marcus-Pool/Getty Images)
Foto: Duane “Keffe D” Davis. Tupac Shakur e Duane “Keffe D” Davis (Raymond Boyd/Getty e Steve Marcus-Pool/Getty Images)

Resumo
  • Duane “Keffe D” Davis reafirmou sua inocência em entrevista, após ser condenado pelo assassinato de Tupac Shakur.
  • Ele alegou que testemunhas mentiram e que sua autobiografia, “Compton Street Legend”, foi usada de forma indevida contra ele.
  • Davis expressou pouca esperança em seu recurso, apesar de citar um acordo federal que, segundo ele, deveria anular a condenação.

Duane “Keffe D” Davis reiterou sua inocência em sua primeira entrevista desde que foi condenado no início desta semana por seu papel no assassinato de Tupac Shakur.

Falando ao The Hollywood Reporter dias depois de ter sido considerado culpado de homicídio em primeiro grau pela morte do rapper em 1996, Davis acusou testemunhas de mentir no tribunal e disse que uma autobiografia que ele afirma não ter escrito foi usada contra ele. “Eu nunca escrevi aquele livro. O autor me disse para contar 10 histórias sobre o que aconteceu na sua vida e arrumar algumas fotos”, disse Davis sobre seu livro de memórias, “Compton Street Legend”, uma peça-chave de evidência durante o julgamento. “Eu nunca li esse livro, não revisei esse livro nem nada. Eles nem escreveram meu nome direito na capa”.

Ele acrescentou sobre outra prova usada contra ele — suas próprias palavras em uma entrevista à Vlad TV exibida durante o julgamento —: “Eu só estava ali ganhando dinheiro. Eu estava quebrado e o procurador dos EUA [Timothy] Searight tinha dito que eu estava protegido [pelo proffer]. E Reggie Wright Jr. [ex-chefe de segurança da Death Row] me disse para ir lá e pegar meu dinheiro. Então eu fui”. Davis disse que testemunhas foram desonestas sobre seu caráter ao longo do julgamento, incluindo agentes do FBI e policiais que depuseram pela acusação. “Cara, mentiram tanto sobre mim. Eu nem sei por onde começar. Todos aqueles policiais ali estavam mentindo pra caralho. Os promotores estavam mentindo sobre mim”, disse Davis ao The Hollywood Reporter. “Eu sou um bom homem, cara. Eu sou uma boa pessoa. Eu não sou nenhum assassino do caralho”.

Perguntado por que não depôs em sua própria defesa, Davis disse que seu advogado afirmou que testemunhar prejudicaria suas chances em um recurso. O júri de Las Vegas precisou de apenas três horas para condenar Davis por homicídio em primeiro grau, um veredicto que foi celebrado pela família de Shakur, que estava presente quando a decisão foi lida. Questionado se tinha alguma mensagem para a família do rapper, Davis disse: “Eu não tenho nada a dizer para eles. Eu não gostei do jeito que eles estavam olhando para mim — como se estivessem prontos para me bater. E eu não gostei do jeito que os promotores ficavam levando eles para a sala dos fundos onde o júri estava. Isso pareceu tendencioso para mim”. O advogado de Davis planejava entrar com um recurso após a condenação, com Davis citando um acordo anterior que fez com o governo federal e que, segundo ele, deveria se sobrepor à condenação no estado de Nevada. Ainda assim, Davis não está otimista quanto às chances de vencer o recurso. “Eu sou inocente, cara. Eles têm um homem inocente sentado na cadeia”, acrescentou Davis. “Eu tenho dois netos que vão jogar profissionalmente futebol americano. Eles são All-Americans — um deles está no ensino médio. Ele tem 25 ofertas de bolsa, e o outro está na faculdade. E quando eles ganharem seus milhões, eles vão vir me tirar daqui”.

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(Via: Rolling Stone Brasil)

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