Frozen Soul anuncia “No Place Of Warmth” com Gerard Way e Rob Flynn
Resumo
- ▪ Frozen Soul lança seu terceiro álbum, "No Place Of Warmth", com foco em um death metal direto e divertido.
- ▪ O disco conta com participações especiais de Gerard Way (My Chemical Romance) e Rob Flynn (Machine Head).
- ▪ O vocalista Chad Green discute a exaustão das turnês e a importância da saúde mental e temas de empoderamento nas letras.
A banda de death metal Frozen Soul anunciou seu terceiro álbum de estúdio, intitulado “No Place Of Warmth”, que será lançado em 24 de junho de 2026. O disco conta com participações especiais de Gerard Way, vocalista do My Chemical Romance, e Rob Flynn, do Machine Head, e promete um retorno ao estilo mais primitivo e divertido do death metal.
Formado em 2018, o quinteto do Texas lançou seu álbum de estreia, “Crypt Of Ice”, em 2021, seguido por “Glacial Domination” em 2023. As extensas turnês e o tempo de palco inspiraram a direção “sem frescura, tudo matador, nada de preenchimento” de “No Place Of Warmth”.
Além da faixa-título de abertura com Gerard Way, o álbum também apresenta uma colaboração com Rob Flynn. As letras da banda abordam temas de empoderamento, superação de obstáculos e auto-crença, oferecendo um contraste aos temas tradicionais do death metal, como crânios e vísceras.
Em entrevista à Blabbermouth.net, o frontman Chad Green falou sobre a vida na estrada e a criação do novo álbum. Ele admitiu que a vida na estrada é “bem difícil”, mas que ele e o baterista Matt Dennard mantêm uma rotina de exercícios para focar na saúde e positividade. Ele compara o retorno para casa a um “campo de batalha”, mas afirma estar “bem no geral”.
Green reconheceu momentos de tensão entre os membros devido ao estresse e dificuldades financeiras, mas que o crescimento pessoal e a proximidade da banda tornaram tudo mais fácil. “Ninguém poderia ter me preparado para o que nos metemos”, disse.
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O vocalista explicou que a abordagem para “No Place Of Warmth” foi focada no “fator diversão”, um retorno à essência da banda. Ele revelou que, após experimentar no álbum anterior, “Glacial Domination”, a banda percebeu a necessidade de “parar de pensar tanto no que as multidões, as pessoas e os agentes vão pensar” e simplesmente “se divertir”.
Green destacou que a banda busca “apenas tocar a música que amamos”, com influências de hardcore e punk que trazem a energia desejada. Ele citou um show do Obituary de 1991 como exemplo do tipo de banda que o Frozen Soul aspira ser.
Sobre a participação de Gerard Way, Green disse que a recepção foi “principalmente positiva”, algo que o surpreendeu. “Pensei que receberíamos muito ódio, mas nenhum de nós se importa”, afirmou, explicando que a colaboração foi motivada pela diversão mútua. Way teria dito: “Sempre que vocês tocarem em L.A., estou dentro.”
Green e o guitarrista Mike Munday buscam “fazer algo diferente” do que a maioria. Ele acredita que Way se conectou com a seriedade dos temas abordados nas letras do Frozen Soul, que servem como uma forma de lidar com assuntos difíceis. “Há muita emoção na música do My Chemical Romance, e também na nossa”, observou.
Ele mencionou a morte de Trevor Strnad (The Black Dahlia Murder) como um “despertar” para abordar a saúde mental. As letras do Frozen Soul, embora brutais, são sobre “trazer emoções para a frente” e empoderar o ouvinte a ser o “personagem principal” em suas próprias batalhas, fugindo dos temas clichês do death metal.
Questionado sobre o futuro do death metal, Green minimizou a ideia de o Frozen Soul ser a “linha de sucessão” dos grandes nomes, afirmando: “Nós só estamos tocando música. Eu amo death metal. Amo os caras da velha guarda; ficamos amigos de muitos deles, e eles nos influenciaram. Espero que vivam para sempre.” Ele acrescentou, rindo: “Eu realmente odiaria deixar os restos para uma banda como a nossa. Não sabemos o que estamos fazendo.”
Green declarou Bolt Thrower como a “banda número um de death metal”, sendo a principal razão pela qual o Frozen Soul existe. Ele também expressou grande admiração pelo Obituary, citando a singularidade e o “groove” de ambas as bandas como influências cruciais.
(Via: Blabbermouth.net)



