Gavin Rossdale, frontman do Bush contou em entrevista ao podcast The Break Down With Nath & Johnny, que desde 2020 decidiu trabalhar apenas com afinações mais graves para dar mais peso às composições, sem abdicar de refrões marcantes.
Segundo Gavin Rossdale, a guinada começou depois do álbum “Black And White Rainbows”, de 2017, gravado em meio ao divórcio com Gwen Stefani. A transcrição é do Blabbermouth: “Se fosse fazer novas músicas, queria que fossem realmente pesadas”, disse. A meta se consolidou em “The Kingdom” (2020), “The Art Of Survival” (2022) e no recente “I Beat Loneliness” (2025), produzido por Rossdale ao lado de Erik Ron.
O cantor acredita que a combinação de riffs densos e melodias acessíveis aproxima o público: “Sou viciado em melodia. É o que faz a música grudar na cabeça das pessoas”, afirmou, citando Deftones e System Of A Down como referências e elogiando bandas atuais como Sleep Token, Bad Omens e Poppy.
Questionado sobre a dificuldade de manter o padrão do Bush, Rossdale respondeu que o processo continua desafiador: “É como puxar um cobertor e tentar encontrar a parte certa; a solução já está lá, preciso extraí-la”.
A banda, formada hoje por Chris Traynor (guitarra), Corey Britz (baixo) e Nik Hughes (bateria), está em turnê pelos Estados Unidos com Mammoth e James And The Cold Gun. Em 2024, o grupo celebrou 30 anos de “Sixteen Stone” e, no ano anterior, lançou a coletânea “Loaded: The Greatest Hits 1994-2023”, com a faixa inédita “Nowhere To Go But Everywhere”.



