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Glossário Musical · Definição

Death metal

O death metal é um subgênero do metal extremo que surgiu em meados dos anos 1980 e se define por vocais guturais, guitarras afinadas muito baixo e distorcidas, bateria com pedal duplo e letras sobre morte, gore, horror, religião e política. Nasceu nos Estados Unidos, com as ce…

Gêneros Musicais

O que é Death metal?

Redação Disconecta
Redação Disconecta
5 min de leitura
Behemoth. Crédito: Annie Atlasman.
Foto: Divulgação

O death metal é um subgênero do metal extremo que surgiu em meados dos anos 1980 e se define por vocais guturais, guitarras afinadas muito baixo e distorcidas, bateria com pedal duplo e letras sobre morte, gore, horror, religião e política. Nasceu nos Estados Unidos, com as cenas da Baía de São Francisco e da Flórida, ganhou escolas próprias na Suécia e no Reino Unido e teve um capítulo brasileiro decisivo em Belo Horizonte. Este guia reúne a origem, as características do som, os subgêneros, as bandas essenciais e os álbuns para começar.

Origem e história do death metal

O nome aparece em 1984 em dois lugares: o demo Death Metal, do Possessed, e uma coletânea da gravadora alemã Noise Records, também chamada Death Metal. No mesmo ano, a banda Mantas, que logo passou a se chamar Death, lançou o demo Death by Metal, que ainda não trazia o termo exato. O Possessed, da Baía de São Francisco, reivindica a criação do termo, mas a origem exata é disputada. No início, a expressão era usada de forma quase intercambiável com thrash metal, e o estilo só ganhou contornos próprios ao longo da segunda metade dos anos 1980.

Entre os precursores estão o Venom, com Welcome to Hell (1981) e Black Metal (1982), além de Slayer, Celtic Frost, Kreator e Sodom. As fontes divergem sobre qual é o primeiro disco do gênero: Seven Churches, do Possessed, de 1985, ou Scream Bloody Gore, do Death, lançado em 25 de maio de 1987. O Death nasceu em Orlando, na Flórida, em 1983 ou 1984, e lançou Leprosy em 1988. O líder Chuck Schuldiner morreu em dezembro de 2001, de câncer no cérebro, e o Disconecta acompanha a memória do músico, como em Gene Hoglan explica por que não gostou do documentário “Death By Metal” e na experiência imersiva sobre o Death.

Na virada para os anos 1990, Tampa e Orlando viraram o polo do gênero, e o estúdio Morrisound Recording e o produtor Scott Burns gravaram boa parte dos discos clássicos. A Suécia criou a própria escola logo depois, e a década terminou com o death metal dividido em cenas bem distintas.

Características do som

  • Vocal gutural: o growl, grave e áspero, em contraste com o grito agudo do black metal.
  • Guitarras graves e saturadas: afinações baixas e muita distorção. Left Hand Path, do Entombed, foi gravado com guitarras afinadas muito baixo e o pedal Boss HM-2, que virou marca do som da cena sueca.
  • Bateria agressiva: pedal duplo e, em geral, blast beats, com mudanças de andamento frequentes.
  • Riffs em tom menor e cromáticos, quase sempre sobre uma formação de duas guitarras, baixo, vocal e bateria.
  • Letras sobre gore, horror, morte, religião, ocultismo e política, com variações de banda para banda.

Subgêneros e cenas do death metal

  • Death metal da Flórida: Altars of Madness, do Morbid Angel, e Slowly We Rot, do Obituary, ambos de 1989, e a estreia do Deicide (1990), gravada no Morrisound, em Tampa. O Cannibal Corpse, formado em Buffalo, gravou Eaten Back to Life (1990) no mesmo estúdio.
  • Death metal sueco: cena de Estocolmo, com Left Hand Path, do Entombed (1990), gravado no Sunlight Studio com Tomas Skogsberg, e discos de 1991 como Like an Ever Flowing Stream, do Dismember, e Into the Grave, do Grave.
  • Death metal melódico: a escola de Gotemburgo, com Slaughter of the Soul, do At the Gates (14 de novembro de 1995), The Gallery, do Dark Tranquillity (1995), e The Jester Race, do In Flames (1996). Heartwork, do Carcass (1993), é citado como precursor britânico. O Disconecta lembrou o músico do At the Gates em Shane Embury, do Napalm Death, relembra Tomas Lindberg.
  • Death metal técnico: Human, do Death (1991), e Focus, do Cynic (1993), com estruturas complexas e musicalidade mais elaborada.
  • Death metal de Nova York: o Suffocation lançou Effigy of the Forgotten em outubro de 1991, pela Roadrunner.
  • Death/doom: mistura de death metal com andamentos lentos, com Severed Survival, do Autopsy (1989), e Lost Paradise, do Paradise Lost (1990), ambos pela Peaceville.
  • Grindcore e goregrind: Scum, do Napalm Death (1987), é o marco do grindcore, que une hardcore punk e metal extremo. Reek of Putrefaction, do Carcass (1988), é creditado como o início do goregrind, que se distingue pela temática de gore e patologia.
  • Deathcore: mistura com elementos do metalcore, com The Cleansing, do Suicide Silence (2007), como marco.

Death metal no Brasil

A cena brasileira nasceu em Belo Horizonte e girou em torno da Cogumelo Records, loja de discos que virou gravadora em meados dos anos 1980. O Sepultura lançou Morbid Visions em 1986 e Schizophrenia em 30 de outubro de 1987, ambos pela Cogumelo, e a Roadrunner contratou a banda em 1988. Nesses discos a banda tocava um metal extremo que mistura thrash, death e black, descrito de formas diferentes conforme a fonte.

O Sarcófago, também de Belo Horizonte e formado em 1985 com Wagner Lamounier, ex-vocalista do Sepultura, lançou I.N.R.I. em 1987, disco que mistura thrash, death e black e é citado entre os importantes do início do black metal. O Vulcano, de Santos, formado em 1981, lançou Bloody Vengeance em 1986 e é anterior aos dois. Depois vieram o Krisiun, formado em 1990, que estreou com Black Force Domain em 1995, e o Torture Squad, formado em 1990 em São Paulo, autor de Pandemonium, de 2003. Entre as visitas internacionais, o Disconecta noticiou a turnê brasileira inédita do Six Feet Under, com quatro shows.

Bandas essenciais de death metal

  • Possessed (Estados Unidos): Seven Churches, de 1985, lançado pela Combat, é um dos candidatos a primeiro disco do gênero.
  • Death (Estados Unidos): de Scream Bloody Gore, de 1987, a Human, de 1991, liderado por Chuck Schuldiner.
  • Autopsy (Estados Unidos): Severed Survival, de 1989, referência do death/doom.
  • Morbid Angel (Estados Unidos): Altars of Madness, de 1989, um clássico da cena da Flórida.
  • Obituary (Estados Unidos): Slowly We Rot, de 1989, lançado pela Roadrunner.
  • Deicide (Estados Unidos): estreia homônima de 1990, gravada no Morrisound.
  • Cannibal Corpse (Estados Unidos): Eaten Back to Life, de 17 de agosto de 1990, pela Metal Blade.
  • Suffocation (Estados Unidos): Effigy of the Forgotten, de 1991, marco do death metal de Nova York.
  • Entombed (Suécia): Left Hand Path, de 1990, que definiu o som sueco.
  • Dismember (Suécia): Like an Ever Flowing Stream, de 1991.
  • At the Gates (Suécia): Slaughter of the Soul, de 1995, base do death metal melódico.
  • Krisiun (Brasil): Black Force Domain, de 1995, a estreia de um dos nomes mais conhecidos do gênero no país.

Álbuns de death metal para começar

  1. Seven Churches, Possessed (1985)
  2. Scream Bloody Gore, Death (1987)
  3. Leprosy, Death (1988)
  4. Altars of Madness, Morbid Angel (1989)
  5. Slowly We Rot, Obituary (1989)
  6. Left Hand Path, Entombed (1990)
  7. Like an Ever Flowing Stream, Dismember (1991)
  8. Human, Death (1991)
  9. Effigy of the Forgotten, Suffocation (1991)
  10. Slaughter of the Soul, At the Gates (1995)

Diferença entre death metal, thrash metal e black metal

Os três estilos dividem raízes e se confundiram no início. Em geral, o death metal usa vocal gutural, afinações baixas e letras de gore e morte, com riffs que podem ser mais groove ou mais técnicos. O thrash metal costuma manter afinação padrão, vocal rasgado e letras de crítica social. O black metal usa vocal agudo e gritado, produção mais crua e ênfase em atmosfera, com temas ligados ao ocultismo e ao anticristianismo. Na prática, as fronteiras variam de banda para banda e de fonte para fonte.

Mais sobre death metal no Disconecta

Atualizado em 29 de outubro de 2026. Fontes: Wikipédia (português e inglês), Loudwire, Rolling Stone Brasil, Decibel, Louder, Guitar World, Metal Music Archives, Blabbermouth e Atmostfear. Os fatos desta página precisam de revisão editorial.

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Perguntas frequentes sobre Death metal

O que é death metal?

É um subgênero do metal extremo surgido em meados dos anos 1980, com vocal gutural, guitarras afinadas baixo e distorcidas, bateria com pedal duplo e letras sobre morte, gore, horror, religião e política. O nome aparece em 1984, em um demo do Possessed e em uma coletânea da Noise Records.

Quais são as principais bandas de death metal?

Possessed, Death, Autopsy, Morbid Angel, Obituary, Deicide, Cannibal Corpse, Suffocation, Entombed, Dismember, At the Gates e Krisiun estão entre as mais citadas. A lista cobre as cenas dos Estados Unidos, da Suécia e do Brasil.

Qual a diferença entre death metal e black metal?

O death metal usa vocal gutural e letras de gore e morte, com afinações baixas. O black metal usa vocal agudo e gritado, produção mais crua e foco em atmosfera, com temas ligados ao ocultismo e ao anticristianismo.

Sepultura é death metal?

Nos primeiros discos, Morbid Visions (1986) e Schizophrenia (1987), a banda tocava um metal extremo que mistura thrash, death e black, descrito de formas diferentes conforme a fonte. Nos anos seguintes o Sepultura seguiu por outros caminhos dentro do metal.

Death metal é satânico?

Não necessariamente. As letras variam entre gore, horror, religião, ocultismo e política. Os temas ocultistas e anticristãos são mais associados ao black metal, e muitas bandas de death metal escrevem sobre morte e violência sem qualquer ligação religiosa.

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