Promoções: Receba no seu whatsapp as melhores ofertas de CDs e LPs
Início - Glen Matlock reflete sobre o Sex Pistols e sua carreira em documentário
Notícias

Glen Matlock reflete sobre o Sex Pistols e sua carreira em documentário

Luis Fernando Brod
Luis Fernando Brod
7 de junho de 2026 5 min de leitura
Glen Matlock. Matt Wardlaw
Foto: Divulgação


Resumo

  • Glen Matlock discute o documentário "I Was a Teenage Sex Pistol", que explora sua vida e trajetória musical.
  • O baixista reflete sobre a formação e o papel do Sex Pistols na cena punk, antes mesmo de tocarem uma nota.
  • Matlock expressa satisfação com sua fase atual, incluindo a colaboração com o vocalista Frank Carter.

Glen Matlock, ex-baixista do Sex Pistols, conversou recentemente sobre sua carreira e o novo documentário “I Was a Teenage Sex Pistol“. O filme, que explora sua jornada musical para além da banda punk, já está disponível em plataformas como a Apple TV.

Em entrevista à UCR, Matlock detalhou a experiência de trabalhar no documentário, que ele descreveu como “um pouco estranha” no início, mas com a qual ficou satisfeito. Ele também mencionou seu livro anterior, que oferece uma perspectiva diferente sobre a história da banda. “Eu nunca acordo de manhã pensando que já fui do Sex Pistols”, disse o músico, “mas sempre que faço um disco ou algo novo, os Pistols aparecem e nunca me deixaram esquecer disso.”

O baixista revisitou locais importantes de sua história, como o Chalet du Lac em Paris, onde o Sex Pistols tocou em 1976. Ele relembrou a surpresa ao descobrir que a banda se apresentou na inauguração de uma comissão para o designer Philippe Starck, um fato que ele só soube durante as filmagens.

Matlock também refletiu sobre sua jornada como compositor. “Eu sou tão bom quanto a última música que estou tentando escrever”, afirmou. Ele comparou o processo criativo à citação de Picasso sobre a inspiração vir do trabalho contínuo. Ao longo dos anos, Matlock lançou seis álbuns solo, que, segundo ele, contêm “algumas coisas boas”, mesmo sem grande sucesso comercial.

Questionado sobre quando percebeu que o Sex Pistols estava fazendo algo inovador, Matlock respondeu: “Antes mesmo de tocarmos uma nota”. Ele explicou que a atitude da banda se formou na loja de Malcolm McLaren, em um período de escassez de novidades na música britânica. “Nós aparecemos quando todos estavam procurando algo diferente e nós éramos isso”, comentou.

Leia Também:

A notoriedade da banda explodiu após o incidente no programa de televisão de Bill Grundy, onde Steve Jones usou linguagem imprópria. “Aquilo foi o começo do fim”, disse Matlock, descrevendo como a banda foi parar nas manchetes dos jornais diários. A subsequente “Anarchy Tour” foi marcada por cancelamentos e censura, o que gerou atritos internos, especialmente entre ele e John Lydon.

Apesar dos desafios, Matlock destacou a ética de trabalho do Sex Pistols. A banda ensaiava diariamente em um espaço no centro de Londres, o que lhes permitia desenvolver suas ideias rapidamente. “Nós trabalhamos duro”, enfatizou. Musicalmente, eles tinham diversas influências, desde Small Faces até Can e Captain Beefheart, e sabiam “o que não queriam soar”.

Atualmente, Matlock expressa satisfação com a colaboração com o vocalista Frank Carter. “Frank é ótimo”, disse ele, comparando a experiência à energia inicial com John Lydon. “Ele nos revitalizou, de verdade. Acho que ele é o homem certo para o trabalho.” Matlock não descarta a possibilidade de novas composições com Carter, mas reconhece as complexidades relacionadas à propriedade do nome Sex Pistols.

(Via: Ultimate Classic Rock)

Compartilhe esta matéria:

Relacionados

Deixe seu comentário

Participe da discussão

Seu comentário será analisado pela nossa equipe antes de ser publicado.