Graveyard: Força renovada em seu 7º álbum de estúdio! Confira “Fever”
O Graveyard está de volta com Fever, seu sétimo álbum de estúdio, que sucede 6, lançado em 2023. Reunindo nove faixas, a banda sueca segue explorando, se aprofundando, afundando e metendo o pé de modo magistral no blues, hard rock, psicodelia e stoner rock.
Agora como trio, formado por Joakim Nilsson, Truls Mörck e Oskar Bergnheim, o Graveyard mantém a sua proposta inicial, com guitarras distorcidas, baixo pulsante e a bateria se alternando entre ritmos diretos e passagens cadenciadas.
Aliás, o brilho e energia de seus primeiros discos retornam com tudo, sem a abordagem sombria dos trabalhos mais recentes. Quer um disco para ouvir no último volume? Vá neste direto!
Abrindo com riffs pesados em Back From The Grave, os elementos característicos do Graveyard se mostram presentes, sem recorrer a grandes mudanças de estrutura. Tongue Tied acelera o andamento, trazendo algo mais direto, próximo de um garage rock.
A Better Cut (Note To Self) coloca o pé no freio, se aproximando do blues, destacando a interpretação de NIlsson enquanto a guitarra é esmiralhada com frases mais arrastadas. A mudança também ajuda na diversificação do repertório, mostrando que a banda não depense só de aceleração para manter a atenção de quem ouve.
Os riffs retornam em Year Of The Horse, enquanto A Means To An End aposta em algo mais balançado. As duas faixas representam maravilhosamente bem a combinação de referências do Graveyard: a repetição do stoner, o peso do hard rock e o balanço do blues. Um deleite para os nossos ouvidos!
O destaque de Time To Tell vai para o baixo de Mörck, que assume a importância na condução da música. Don’t Shoot! segue para algo mais direto, trazendo uma estrutura acessível com um refrão que fica na cabeça. A energia segue mantida em Room Tempered preparando para Dead Note, que segue com mudanças e elementos psicodélicos.
Fever não é uma mudança radical na discografia. Há detalhes familiares para quem acompanha o grupo, mas a alternância ajuda a manter a impressão de um repertório variado, mostrando que o Graveyard tem a segurança total de trabalhar com uma linguagem que eles praticamente exalam. Não tem uma tentativa de tentar transformar cada faixa do álbum em uma experiência diferente.
Consistente, Fever só reforça as qualidades do Gravyard. A banda continua fazendo a transa perfeita entre o blues, psicodelia e o hard rock e este agora é uma continuidade sólida de sua trajetória. Para quem for apresentar o Graveyard, pode indicar logo este de cara.



