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Eduardo Mateo, o som definitivo do Uruguai moderno

A paisagem musical da América Latina é um tesouro de diversidade e entusiasmo, cativando audiências globalmente por décadas. Embora muitos associem a música latina à bossa nova e à MPB do Brasil, há um universo musical além desses estilos dominantes. Entre os artistas frequentemente subestimados está Eduardo Mateo, cujo legado musical ressoa profundamente no Uruguai e além.

Eduardo Mateo emergiu da cena musical uruguaia durante o final dos anos 1950 e 1960, encontrando seu lugar entre os sons da bossa nova brasileira e o candombe tradicional do Uruguai. Sua jornada musical começou tocando violão com diversos grupos locais, absorvendo influências variadas que moldariam seu estilo único.

O advento do rock and roll ocidental, especialmente a influência dos Beatles, deixou uma marca indelével em Mateo. Essas novas influências o inspiraram a explorar e expandir sua própria abordagem musical, fundindo elementos de bossa nova, candombe, afrobeat e funk em seu trabalho.

Nos anos 1970, Eduardo Mateo lançou seu primeiro álbum solo, “Mateo Solo Bien Se Lame”, marcando o início de uma jornada musical singular. Suas composições, embora aparentemente simples em conteúdo lírico, transcendiam as expectativas, incorporando uma rica tapeçaria de influências musicais.

Ao longo de duas décadas, Mateo embarcou em uma busca incessante para aperfeiçoar seu som distintivo. Álbuns como “Botija De Mi País” e “Cuerpo Y Alma” destacaram sua habilidade de fundir diversos gêneros em uma sinfonia única, elevando a música uruguaia a novos patamares de excelência.

Em 1989, Eduardo Mateo lançou seu álbum seminal, “La Mosca”, produzido por Hugo Jasa. Esta obra-prima representou o ápice de sua criatividade, com composições complexas e uma devoção apaixonada ao rock espacial. “La Mosca” solidificou o lugar de Mateo na história da música uruguaia, trazendo reconhecimento internacional para sua genialidade musical.

Tragicamente, o legado musical de Eduardo Mateo foi interrompido por sua morte prematura em 1990, aos 50 anos, devido a um câncer abdominal. Ainda hoje, décadas após seu falecimento, seus discos ainda são aclamados como os melhores produtos da cena musical uruguaia, gerando diversas reedições e ressurgimentos de popularidade em seu trabalho, e com razão.

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