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James Taylor, o show memorável no Rock in Rio segundo Roberto Medina

Ao longo das quase quatro décadas de existência, o Rock in Rio marcou presença como um dos maiores festivais de música do mundo. Desde a sua estreia em 1985, o evento proporcionou momentos épicos, apresentando bandas lendárias como Iron Maiden e Guns N’ Roses, além de dois shows icônicos do Queen.

Em uma entrevista exclusiva concedida a jornalistas selecionados pelo jornal O Globo, Roberto Medina, o visionário por trás do Rock in Rio, compartilhou sua opinião sobre o melhor show já ocorrido no festival. Para surpresa de muitos, o empresário destacou a apresentação de James Taylor na edição inaugural como a mais memorável de todas.

Medina revelou que, entre todas as performances lendárias do Rock in Rio, o show de James Taylor em 1985 foi o que mais o marcou. Ele descreveu como uma operação louca tentar ver todos os shows, mas fez questão de estar presente na apresentação de Taylor. O empresário até mesmo destacou a dedicação pessoal ao convencer o artista a participar do evento.

James Taylor, conhecido por sua música cativante deixou sua uma marca no palco do Rock in Rio. Medina enfatizou a importância deste show, destacando que Taylor não estava mais ativo na época e vivia isolado. Convencê-lo a participar do festival foi uma tarefa desafiadora, mas Medina estava determinado a tornar isso realidade.

Medina compartilhou detalhes de sua experiência pessoal no show de James Taylor. Ele relembrou como, apesar da agitação do evento, fez questão de assistir ao show na íntegra. Vestido de forma discreta, o empresário se misturou à multidão e desfrutou da performance de Taylor, sob uma lua brilhante. Para Medina, foi um momento verdadeiramente inesquecível.

Crédito: Hipólito Pereira 12/01/1985 / Agência O Globo / Acervo

James Taylor e o festival Rock In Rio

Na metade dos anos 80, James Taylor enfrentava um dos períodos mais difíceis de sua vida. Com poucos shows e uma sequência de discos não muito bem recebidos, o veterano da música lutava também contra problemas pessoais, incluindo a separação de Carly Simon e a perda de amigos próximos, além do vício em drogas.

A situação era tão desafiadora que ele considerava abandonar sua carreira musical. Foi então que surgiu o convite para participar do primeiro Rock in Rio, em janeiro de 1985. O convite para o festival foi um divisor de águas em sua vida. Com duas apresentações marcadas, ele se preparava para enfrentar um público gigantesco e recuperar o brilho de sua carreira.

A primeira apresentação, no dia 12, foi um momento crucial para Taylor. Ele compartilhou o palco com grandes nomes da música brasileira e internacional como  Ivan Lins, Gilberto Gil, Elba Ramalho, Al Jarreau e George Benson, e sua performance foi descrita como transformadora, tanto para ele quanto para o público.

Já no segundo dia, Taylor teve a oportunidade de brilhar como atração principal. Sua música e sua presença no palco encantaram o público do Rock in Rio, consolidando sua posição como um dos grandes nomes do festival.

A participação de James Taylor no Rock in Rio não apenas revigorou sua carreira, mas também inspirou uma nova geração de fãs. Seu talento e sua resiliência diante das adversidades o transformaram em uma lenda viva da música, e sua passagem pelo festival ficou marcada como um dos momentos mais memoráveis da história do evento.

Only a dream in Rio

A importância do Rock in Rio, e do Brasil, foi tão grande em sua vida que ele compôs uma música em homenagem ao país chamada Only A Dream In Rio. Nela, ele expõe todo o seu carinho e gratidão em passagens como: I’ll tell you there’s more than a dream in Rio // I was there on the very day // And my heart came back alive.

O reconhecimento não foi esquecido com o passar dos anos, como pode ser visto nesta mensagem que ele enviou a Roberto Medina ao ser convidado para tocar em 2001, na terceira edição do Rock in Rio:

O Rock in Rio em 1985 foi um acontecimento único e crucial na minha carreira: a primeira visita ao Brasil, fonte de tanta inspiração para o meu próprio desenvolvimento musical; o público de 300 mil almas e sua receptividade completamente inesperada; o momento de transição de 20 anos de repressão política para uma fase, ainda complicada, de liberdade cultural; o próprio país – para mim tão exótico e emocionante. E a música… ah, a música. Nunca me esquecerei dessas coisas. Faz muito tempo… tempo demais e estou ansioso para voltar.

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