Keanu Reeves criticou excesso de efeitos especiais, mas estrelou filmes que faziam o mesmo

Marcelo Scherer
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Marcelo Scherer
Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate...
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Keanu Reeves. Crédito: Frederick M. Brown/Getty Images

Keanu Reeves, conhecido por sua extensa carreira em Hollywood, fez críticas a filmes com excesso de efeitos especiais em 1996, durante a produção de “Reação em Cadeia”. Contudo, ao longo dos anos, o ator estrelou diversas produções que se enquadravam nas próprias críticas que havia feito.

Reeves expressou sua insatisfação com a direção que “Reação em Cadeia” tomou. O roteiro original que ele havia aprovado foi alterado, transformando o projeto em um filme de ação com mais efeitos do que o drama que ele esperava. “A verdade é que eu não achei que seria um grande filme de ação”, ele declarou na época. “Eu tinha consultoria sobre o roteiro, mas não aprovação, e assinei cedo. Mas ele foi em uma direção que eu não esperava.”

O ator acreditava que a equipe havia “se concentrado em fazer um filme muito realista, e não em deixar os efeitos especiais serem o aspecto mais importante, como tantos outros filmes”. Esta afirmação, no entanto, se mostrou irônica, pois o filme foi criticado por seu foco nos efeitos. Reeves chegou a afirmar: “Alguns filmes exageram tanto com os efeitos especiais. Sinto vontade de esganar alguém quando vejo esse lixo.”

Essa declaração ganha outra perspectiva ao considerar alguns de seus trabalhos posteriores. Enquanto a trilogia “Matrix” utilizou efeitos de forma inovadora a serviço da história, as sequências “Matrix Reloaded”, “Matrix Revolutions” e “Matrix Resurrections” foram criticadas por, em parte, priorizar os efeitos em detrimento da narrativa.

Outros exemplos incluem “O Dia em que a Terra Parou” e “47 Ronins”, ambos com grande investimento em efeitos digitais. “47 Ronins”, em particular, foi um dos maiores fracassos de bilheteria na época, com uma forte dependência de CGI. Assim, Reeves se viu envolvido em produções que, de certa forma, replicavam o que ele havia criticado décadas antes.

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