Leonardo DiCaprio critica música AI por falta de alma
Leonardo DiCaprio critica música AI ao afirmar que criações geradas por algoritmos, por mais “brilhantes” que pareçam, desaparecem rapidamente entre outros “lixos da internet”.
Em entrevista à revista Time, após ser eleito “Entertainer of the Year”, o ator declarou que a tecnologia só tem valor artístico quando serve a ideias humanas. “Qualquer coisa que se pretenda arte de verdade precisa vir do ser humano”, disse.
DiCaprio reconheceu que a inteligência artificial pode funcionar como ferramenta de apoio para novos cineastas, permitindo recursos visuais inéditos. No entanto, ao citar músicas produzidas por IA, exemplificou a fragilidade do resultado: “Você ouve um mashup incrível, como Michael Jackson cantando The Weeknd ou o groove de ‘Bonita Applebum’ do A Tribe Called Quest na voz de Al Green. Você pensa ‘Uau!’, mas depois de 15 minutos aquilo se perde no éter.”
A opinião do ator ecoa o debate crescente sobre tecnologia generativa no entretenimento. Em julho, a Deezer revelou que 28% das faixas adicionadas à plataforma eram totalmente criadas por algoritmos. Nas últimas semanas, o selo de Jorja Smith contestou uma canção que clonava a voz da artista, e a campanha “Spotify Unwrapped” pediu boicote ao serviço de streaming por questões ligadas a IA.
No cinema, nomes como James Cameron e Jenna Ortega também manifestaram receios de que softwares substituam processos criativos humanos. DiCaprio, conhecido por “Inception” e “O Regresso”, reforça essa posição ao destacar que a permanência da arte depende de “ancoragem” emocional, algo que, segundo ele, as máquinas ainda não conseguem replicar.



