Marty Friedman explica como desenvolveu estilo único por não conseguir copiar seus ídolos

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Marty Friedman. Crédito: Jun Sato / Getty Images.


Resumo

  • O ex-guitarrista do Megadeth, Marty Friedman, revelou em um vídeo da TrueFire que sua incapacidade de emular guitarristas como Uli Jon Roth o levou a criar seu próprio estilo.
  • Ele preferiu focar no que conseguia fazer e aprimorar suas habilidades em vez de se frustrar tentando imitar seus heróis.
  • Friedman destacou que essa abordagem o fez dedicar mais tempo à composição e à criação de solos originais, diferenciando-o de outros músicos.

Em um novo vídeo de sete minutos e meio compartilhado pela TrueFire, o guitarrista Marty Friedman, conhecido por seu trabalho no Megadeth, falou sobre como sua dificuldade em emular fielmente “magos da guitarra” como Uli Jon Roth e Frank Marino o levou a desenvolver um estilo próprio e singular.

Friedman explicou que, ao tentar tocar como seus guitarristas favoritos, a reprodução nunca funcionava como esperado. Ele citou influências iniciais como Ramones e Kiss, que eram menos desafiadoras, mas depois se deparou com músicos como Uli Jon Roth, Frank Marino e Steve Lukather, que considerava “divinos”.

“Quando eu tentava tocar como meus guitarristas favoritos, simplesmente nunca dava certo. Era meio desanimador”, disse Friedman. “Eu tentava emulá-los, copiar o que faziam, tocar o tipo de músicas que eles tocavam. O que quer que eu fizesse, era apenas uma imitação muito pobre.”

Em um momento crucial, o guitarrista percebeu que gostava muito mais de fazer música do que de se sentir frustrado por não conseguir tocar como seus heróis. Essa percepção o forçou a olhar para suas próprias habilidades e aprimorá-las, em vez de tentar decifrar o que esses “magos da guitarra” estavam fazendo, pois parecia “fora deste mundo”.

“A sensação de não conseguir fazer algo perdeu para a alegria de tocar guitarra, felizmente”, continuou Marty. “Em algum momento, eu pensei: ‘Sabe de uma coisa? Nunca serei esse cara. Vamos ver o que eu tenho. Vamos ver o que eu consigo fazer sozinho’. E eu olhei para o que eu tinha e tentei ser o melhor possível naquilo.”

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Friedman relembrou que, no início, era um “punk rock dude”, focado em palhetadas para baixo e um estilo mais básico de rock and roll. Enquanto outros músicos passavam tempo copiando seus artistas favoritos, ele dedicava seu tempo a compor músicas e criar seus próprios solos. Isso o levou a um ponto em que, quando questionado sobre suas influências, não consegue dar uma resposta simples.

“Muitos caras dizem: ‘Bem, eu sou uma combinação deste cara, deste cara e um pouco deste cara’. E quando você ouve a forma de tocar do cara, você ouve: ‘Ah, sim, sim. Ele soa como Jeff Beck aqui, ou ele soa como Ritchie Blackmore aqui’, ou o que for. O que é bom. E era isso que todo mundo na minha vizinhança estava fazendo. Eu simplesmente não tinha esse talento de copiar”, afirmou.

Marty Friedman, que definiu a guitarra moderna ao lado de Jason Becker no Cacophony e foi um elemento chave na ascensão do Megadeth, deixou a banda em 2000 por diferenças criativas. Ele se mudou para Tóquio, no Japão, onde construiu uma bem-sucedida carreira solo, lançando seu álbum mais recente, “Drama”, em 2024. O guitarrista também lançou sua autobiografia, “Dreaming Japanese”, em dezembro passado, que alcançou o primeiro lugar na categoria de Livros de Heavy Metal da Amazon.

Para mais informações sobre a carreira de Marty Friedman, confira a matéria: Marty Friedman relembra audição para Ozzy Osbourne: “Não combinei com a vibe da banda”.

(Via: Blabbermouth.net)

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