Mikael Åkerfeldt: Opeth é, sim, uma banda progressiva
Mikael Åkerfeldt afirmou em entrevista à American Musical Supply que o Opeth pertence ao rock progressivo, mas distingue o rótulo de uma real atitude progressiva.
O guitarrista e vocalista explicou que, para ele, ser progressivo não se resume a solos velozes ou métricas complexas. “Hoje o estilo ficou muito técnico. No início significava mesclar gêneros”, disse, lembrando que o “White Album”, dos Beatles, reúne blues, folk e quase hard rock.
Questionado sobre a pressão para manter a evolução musical, Åkerfeldt comentou que não se preocupa com o termo progressivo, pois acredita que o conceito perdeu clareza. “Muitos fãs querem que repitamos o som dos anos 2000, mas prefiro avançar, não me repetir”, declarou ao canal japonês Prog Project.
Relacionados

John Lydon anuncia livro de fotos que marca os 50 anos dos Sex Pistols
26 de outubro de 2026
The Flaming Lips anunciam novo álbum, “The Teardrop Throbs”, e lançam o single “God Will Control The Werewolves”
26 de outubro de 2026
Boyz II Men vão lançar um álbum de música country em 2027
26 de outubro de 2026
Arcus, banda misteriosa de nove integrantes, diz ter ligação com o Sleep Token
26 de outubro de 2026O sueco reconheceu que suas audições são majoritariamente de discos antigos, de death metal clássico ao prog dos anos 1970. Segundo ele, a cena atual lhe parece “polida demais” e pouco instigante, o que reforça sua busca por composições emotivas, livres de limitações estilísticas.
Åkerfeldt também comentou “The Last Will And Testament”, 14º álbum do Opeth, lançado em novembro de 2024. O trabalho foi escrito por ele, coproduzido com Stefan Boman e traz participações de Ian Anderson, Joey Tempest e da filha Mirjam Åkerfeldt, além da estreia em estúdio do baterista Waltteri Väyrynen.
Para o músico, a mistura de elementos segue norteando o som do grupo. “Gostamos de pensar que não há nada ‘longe demais’ na hora de compor”, concluiu.