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Vinil é moda retrô ou vilão ambiental? Billie Eilish critica prática na indústria musical

O vinil está de volta e em grande estilo. Em 2023, pela primeira vez em 35 anos, as vendas de discos de vinil superaram as de CDs. Mesmo as pequenas lojas de discos estão repletas de lançamentos das maiores estrelas do pop. No entanto, este ressurgimento trouxe à tona preocupações sobre o impacto ambiental causado pela produção e envio de milhões de discos de plástico.

Billie Eilish expressou sua frustração em entrevista à Billboard, criticando a prática de lançar múltiplas versões de um álbum para aumentar as vendas, considerando isso um grande desperdício. Eilish, que se esforça para ser sustentável, não está sozinha em suas preocupações. Nos últimos anos, diversos esforços têm sido feitos para tornar o vinil e seu processo de fabricação mais ecológicos. E agora, muitas dessas práticas estão finalmente chegando ao mercado de massa.

O Coldplay, por exemplo, anunciou que seu 10º álbum, Moon Music, será lançado em formatos que atendem a novos padrões de sustentabilidade. Eles se associaram à Sonopress para lançar o EcoRecord, feito de tereftalato de polietileno (PET) reciclado. Outras fábricas, como a holandesa Deepgrooves e a Audiodrome Record Pressing, movida a energia solar, também estão adotando práticas sustentáveis.

Ainda existem maneiras de tornar o vinil mais ecológico, mesmo usando PVC. Eilish, por exemplo, lançou seu álbum “Hit Me Hard and Soft” em vinil Eco-Mix, feito de discos rejeitados e cortes em excesso de vinil. Além disso, a embalagem de seu álbum é feita de papel reciclado e tinta à base de plantas.

Apesar dessas inovações, Eilish ressalta que a mudança real virá quando as grandes corporações da indústria musical adotarem essas práticas em larga escala.

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