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Por que o Type O Negative recusou muito dinheiro para voltar em um show em tributo a Peter Steele

5 min de leitura
Foto: Niels van Iperen/Getty Images
Foto: Niels van Iperen/Getty Images
Resumo
  • ▪ Kenny Hickey disse que o Type O Negative recusou a oferta de um único show em tributo a Peter Steele.
  • ▪ Para ele, a volta exigiria muitos shows, novo visual e um vocalista capaz de substituir Steele, morto em 2010.
  • ▪ Hickey e Johnny Kelly tocam no Silvertomb, que lança "The Interpretation of Nightmares" pela Steamhammer.

O Type O Negative não sobe ao palco sem Peter Steele desde que o vocalista e baixista morreu, em abril de 2010, aos 48 anos, vítima de sepse causada por diverticulite. Agora, o guitarrista Kenny Hickey explicou por que uma reunião em homenagem a ele nunca saiu do papel, mesmo diante de uma proposta financeira alta.

Em conversa com o podcast HardLore, Hickey contou que a banda recebeu a oferta de um único show por uma quantia considerável. A resposta foi não. Segundo ele, o projeto exigiria um esforço grande demais para valer a pena por uma noite só. “Teria que ser uma série de shows por muito dinheiro”, resumiu.

O guitarrista detalhou o tamanho da tarefa: “Para reunir a banda, entender a música de novo, montar o visual do show, tudo o que seria necessário, encontrar alguém que consiga dar conta [dos vocais de Steele] com bom gosto, isso sem falar no baixo.” Ele admite que “nunca se deve dizer nunca”, mas não sabe se um show em tributo seria “viável”.

A dúvida sobre um substituto não é nova. A formação original reunia Steele, Hickey, o tecladista Josh Silver e o baterista Sal Abruscato, amigos de infância que fundaram o grupo em 1989. Johnny Kelly assumiu as baquetas em 1993. A banda se desfez logo depois da morte do vocalista, e Kelly disse à TV4, da Suécia, em 2011: “Mesmo que alguém pudesse ocupar o lugar dele, não faria diferença… quando Peter morreu, o Type O Negative morreu com ele.”

Ao todo, foram sete álbuns, de “Slow, Deep and Hard” (1991) a “Dead Again” (2007). “Bloody Kisses” (1993), que trouxe os singles “Christian Woman” e “Black No. 1 (Little Miss Scare-All)”, é certificado de platina nos Estados Unidos. “October Rust” (1996) recebeu ouro no mesmo mercado. Sobre o disco de 1996, vale ler os 30 anos de October Rust.

A influência do grupo aparece em bandas como Lacuna Coil, Swallow the Sun, Pallbearer e Hangman’s Chair. Em 2023, a vocalista Jessica Pimentel (Brujeria, Alekhine’s Gun e atriz de “Orange Is the New Black”) lembrou Steele à Metal Hammer como um “cara muito sensível e profundo”. “Para mim, ele era como um irmão mais velho e me ajudou a atravessar uma fase muito difícil da vida”, disse. “Eu era uma criança solitária e deprimida, e acho que ele percebeu isso. Fez fitas mixadas para mim. Dá para esperar que ele fosse arrogante ou mulherengo, mas, se era, nunca vi esse lado.”

Hoje, Hickey e Kelly tocam juntos no Silvertomb, banda de doom que lança na próxima semana, pela Steamhammer, o segundo álbum “The Interpretation of Nightmares”. Abruscato, por sua vez, lidera a A Pale Horse Named Death.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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