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Queensrÿche diz que novas músicas lembram “Rage for Order” e “The Warning”

5 min de leitura
Queensrÿche em Barcelona
Queensrÿche em Barcelona — Foto: Alterna2 http://www.alterna2.com / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
Resumo
  • ▪ Todd La Torre diz que as músicas novas do Queensrÿche soam como "Rage for Order" e "The Warning".
  • ▪ O próximo álbum será o último do grupo pela Century Media e segue em composição, com Zeuss na produção.
  • ▪ O disco terá conceito ligado ao álbum de estreia e não tem relação com "Operation: Mindcrime".

O Queensrÿche está em pleno processo de composição do sucessor de “Digital Noise Alliance” (2022), e o vocalista Todd La Torre garante que o material novo tem sabor de começo de carreira. Em entrevista ao programa “Trunk Nation With Eddie Trunk”, da SiriusXM, em 22 de outubro, ele disse que as canções novas soam como os primeiros discos da banda “Rage for Order” (1986) e “The Warning” (1984).

O guitarrista Michael Wilton foi além e resumiu a expectativa: “Isso vai ser um disco muito bom”.

Todd contou que a agenda de shows atrapalha o trabalho. A banda tem uma apresentação em Washington, depois três semanas de folga e uma pequena turnê europeia em dezembro. “Tenho um monte de músicas para escrever letras e melodias. Então muita coisa está nas minhas costas agora. Os outros caras já escreveram bastante”, afirmou. Segundo ele, é preciso gravar vozes para só então mexer em arranjos.

O cantor disse que não consegue compor na estrada. “Parece legal, mas isso é meio besteira. Você está cansado. Fazemos 100 shows por ano. Não tem como forçar a criatividade”, declarou.

Por isso, o processo tem sido dividido. Mike Stone e Wilton foram à casa do produtor Zeuss (Chris Harris) para várias sessões de composição e enviavam as ideias a Todd. O vocalista pretende trabalhar a seguir com o baixista Eddie Jackson, que tem “uma bagagem grande de pop”, para desenvolver refrãos. Para ele, deixar os dois guitarristas fazerem o que fazem de melhor funciona, porque “quando todo mundo está envolvido, cada um tem 10 ideias, e isso pode atrapalhar”.

Wilton explicou a demora para o novo álbum. Segundo ele, acabou o tempo em que as bandas passavam meses concentradas em um disco. “É ótimo ser chamado para tocar, mas precisamos ganhar a vida. A economia é diferente e estamos mais velhos”, disse. O guitarrista afirmou que a banda pediu aos agentes de turnê que dessem um tempo para escrever o disco, que será o último do grupo pela Century Media.

Ele também descreveu seu método: “Quando escrevo, sou old school. Começa com o riff, e então cresce. Esse é o esquema do próximo álbum”. Wilton contou que Stone trocava ideias com ele “como nos velhos tempos”.

Em julho, Todd já havia falado ao Metal-Rules.com que o disco não continuará de onde “Digital Noise Alliance” parou. Ele disse que o trabalho terá conceito ligado ao disco de estreia, tratando de um tema abordado no primeiro álbum e nunca mais retomado. Segundo o vocalista, não tem relação com “Operation: Mindcrime”.

“Escrever um álbum conceitual em que cada música leva direto à próxima não me interessa. É mais como um filme”, comparou. Ele acredita que a história pode se estender por mais de um disco: “Não dá para contar tudo em um álbum”.

Zeuss trabalhou com a banda em “Condition Hüman” (2015)”The Verdict” (2019) e “Digital Noise Alliance”. Wilton disse ao podcast “Iron City Rocks” que confia nas decisões do produtor. Em outra entrevista, à Different Stages Radio, Jackson afirmou: “Se ainda funciona, por que não continuar trabalhando com ele?”.

Stone voltou ao Queensrÿche em 2021 e tocou solos no último álbum de estúdio. Ele havia entrado para o disco “Tribe” (2003) e ficou seis anos na banda. Na bateria, Casey Grillo substitui Scott Rockenfield, que deixou as turnês no início de 2017.

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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