Queensrÿche: Todd La Torre revela que próximo álbum terá conceito ligado ao disco de estreia
Resumo
- ▪ O novo álbum do Queensrÿche terá um conceito conectado ao primeiro disco da banda.
- ▪ A sonoridade será mais clássica, remetendo aos primeiros trabalhos como o EP de estreia e “Warning”.
- ▪ As sessões de composição estão em andamento, com a banda buscando de 15 a 20 músicas.
O vocalista Todd La Torre revelou detalhes sobre o próximo álbum do Queensrÿche, que sucederá “Digital Noise Alliance”, lançado em 2022. Em uma nova entrevista ao Metal-Rules.com, La Torre adiantou que o novo trabalho terá um conceito diretamente ligado ao disco de estreia da banda.
La Torre explicou que o álbum não fará parte da série “Operation: Mindcrime”. “Isso vai abordar um assunto que o Queensrÿche não falou desde o primeiro disco”, disse. “Há, 100%, uma conexão. Este álbum será baseado em um conceito que acontece no primeiro álbum, mas nunca mais é abordado na história do Queensrÿche. Então, não tem nada a ver com ‘Operation: Mindcrime’. Não temos interesse nisso. É algo totalmente diferente.”
Sobre a sonoridade, o vocalista indicou um retorno às raízes. “Musicalmente, diria que tudo o que estou ouvindo soa muito mais ‘old school’ — mais como o EP de estreia, ‘Warning’ e ‘Rage For Order’, talvez com um sabor um pouco mais novo — mas definitivamente soa como o Queensrÿche clássico.”
O conceito lírico do novo álbum pode ser expandido para além de um único lançamento, segundo La Torre. “Do jeito que estou pensando, não há como contar tudo em um álbum”, afirmou. “Então, pode ser. Acho que se este fosse o último disco que a banda escrevesse, ainda haveria uma narrativa ali, e talvez isso pudesse ser suficiente. Mas estaria sempre aberto a evoluir ainda mais. Não será apenas um começo, um meio, e um fim. É uma história que pode continuar e continuar.”
As sessões de composição estão em andamento, mas o ritmo é desafiador devido à intensa agenda de turnês. “Tenho uma tonelada de músicas em casa nas quais os caras trabalharam e escreveram — muitas demos realmente boas”, contou La Torre. “Já gravei vocais em algumas músicas, mas tenho muito material me encarando, esperando que eu escreva letras e melodias. O problema é que tocamos muito.”
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No mês passado, o guitarrista Michael Wilton também comentou sobre o progresso do LP em entrevista ao Kasarin Lapset, da Finlândia. “Entre nossa rigorosa agenda de turnês, conseguimos gravar muitas demos realmente ótimas”, disse Wilton. “Em algum momento, não faremos tantas turnês e nos concentraremos realmente no álbum.”
Wilton acrescentou que a banda está “empurrando os limites” e mantendo os elementos progressivos, melódicos e de heavy metal, buscando um álbum “matador” e “um pouco diferente do anterior”. A banda costuma compor entre 15 e 20 músicas para cada álbum, e já está na “13ª ideia”.
O produtor Zeuss, que trabalhou com o Queensrÿche em “Condition Hüman” (2015), “The Verdict” (2019) e “Digital Noise Alliance”, retorna para o novo projeto. O baixista Eddie Jackson, em entrevista à Different Stages Radio, elogiou Zeuss: “Ele é simplesmente incrível. É ótimo trabalhar e trocar ideias com ele.”
O guitarrista Mike Stone, que retornou ao Queensrÿche em 2021, contribuiu com solos de guitarra no último álbum de estúdio. Stone assumiu as funções de segundo guitarrista após a saída de Parker Lundgren. O baterista Casey Grillo continua substituindo Scott Rockenfield, que se afastou em 2017. Uma disputa legal entre Rockenfield, Wilton e Jackson foi resolvida fora dos tribunais.
O Queensrÿche iniciou uma turnê europeia em 6 de junho em Colônia, Alemanha, com shows até 5 de julho em Cartagena, Espanha, incluindo apresentações solo com Rivers of Nihil e participações em festivais.
(Via: Blabbermouth.net)


