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Rodrigo José: “Briga no Cabaré” e indicação de discos

Rodrigo José ganhou destaque devido à faixa Desapareça, em 2016. Nos sete anos que passaram, já foram lançado mais dois álbuns de estúdio e dois ao vivo, sendo o último um acústico de extremo bom gosto, trazendo clássicos do brega popular como Sorria, Sorria de Evaldo Braga, Eu Vou Tirar Você Desse Lugar de Odair José e Eu Não Sou Cachorro Não de Waldick Soriano.

Primeiramente, para os que não conhecem e ainda torcem o nariz para o estilo, não se deixe levar por tal preconceito. Primordialmente, Rodrigo José faz o casamento perfeito do soul e rock and roll, reunindo também em suas influências pessoas do calibre como Aretha Franklin, Tim Maia, Joe Cocker, Cassiano, Elvis, Amy Winehouse, Jão e Bruno Mars.

Recentemente, foi disponibilizado Briga no Cabaré, último single do músico, composta em parceria com Hélio Vieira da Costa. Na letra, um homem está no cabaré quando se inicia um tiroteio, porém a única saída é ligar para a sua esposa para salvá-lo. Contudo, isso também a irá deixar furiosa. Deste modo, é um perfeito caso de sinuca de bico.

Para fechar 2023, a faixa ganha o destaque e ainda deixa o gostinho de “quero saber o que vem por aí”. Aliás, nos próximos meses sairão mais quatro singles antes do lançamento do seu quarto álbum.

Em primeiro lugar, confira o single logo abaixo e siga para as indicações.

Rodrigo José e Cinco Discos

Seguindo, em bate papo, Rodrigo José indicou cinco discos que marcaram não a sua carreira, mas a sua vida. São cinco discos que o tornaram a pessoa que é hoje. A resposta vem à seguir:

  • Elvis: As Recorded At Madison Square Garden

Elvis. Esse disco é espetacular. Mostrava o poder do cara no palco. E eu acho que a banda estava muito louca nesse dia, com as músicas aceleradas. Muito porrada. Me influenciou muito esse álbum.

  • Evaldo Braga – O Ídolo Negro Vol. 2

Evaldo Braga foi o grande cara que me apresentou para o brega. Visceral, uma pessoa que teve uma história de vida trágica, falecendo aos 27 anos de idade. Não conheceu pai e mãe, viveu em orfanato. Deste modo, o cara cantava com a alma. E nesse disco temos Sorria, Sorria; Eu não Sou Lixo e Mentira

  • Amy Winehouse – Back To Black

Essa mulher me deu a textura dos sonhos que eu sempre quis imprimir de sonoridade. É uma releitura do jeito, do Soul dos anos 1960, da Motown, dos artistas que gosto desse estilo. Assim, a Amy trouxe isso para um modo mais atual, apesar de que ela já se foi. Contudo, ela mostrou que era possível, que o mundo ainda aceita essa sonoridade. E eu amei, não só eu.

  • Tim Maia (1970/1971)

Eu dei uma roubadinha! Coloquei os discos de 1970 e 1971. Esses dois juntos são absurdos… o que ele fez com a música brasileira com esses dois é algo absurdo. A qualidade da composição, os arranjos, é sensacional. Primavera é absurda. E o Tim Maia misturando a música brasileira com o soul, com aquela coisa romântica, que é um pé na coisa do brega, usando como exemplo Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar), que no fundo é um brega. Espetacular e sensacional!

  • Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia

O Ultraje a Rigor foi a banda de maior influência da minha juventude, dos meus 10 aos 14, e eles traziam um pouco dessa coisa do bom humor, de brincar com as histórias, e até com o romantismo, em Ciúme, que é brega. Que, aliás, chegamos a gravar. Essa história de trazer a questão do humor para a música e falar sobre as tragédias vem um pouco do Ultraje. Esses discos resumem o que eu sou e penso musicalmente.

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