Samba raro de Benito Di Paula ressurge em álbum do filho
Em 1974, no auge do sucesso, Benito Di Paula foi convidado a compor e gravar uma música para a trilha sonora nacional da novela “O Espigão”, exibida pela TV Globo entre abril e novembro daquele ano. Ele fez então o samba “Último andar”, uma crítica ao progresso desenfreado das grandes cidades, tomadas por “concreto e plástico”.
A faixa nunca entrou na discografia oficial do artista e ficou esquecida por décadas. Agora, 52 anos depois da gravação original, ela ressurge como a maior raridade do repertório de um álbum que Rodrigo Vellozo, filho de Benito, lança em 31 de julho.
Intitulado “Benito Di Paula – Rodrigo Vellozo convida Rodrigo Campos, Thiago França e Fumaça”, o disco reforça a conexão de Rodrigo com a obra do pai ao longo de dez regravações. Entre elas, estão clássicos como “Do jeito que a vida quer” (1976), “Tudo está no seu lugar” (1976) e “Maria baiana Maria” (1976), músicas lançadas há 50 anos e agora revividas pelo cantor.
Como já sinaliza o título, Rodrigo Vellozo canta Benito Di Paula com os toques dos músicos Fumaça (percussões), Rodrigo Campos (cavaquinho, guitarra e violão) e Thiago França (saxofone e flauta). O disco sai pelo selo Companhia de Discos do Brasil e estará disponível nas plataformas de streaming a partir do dia 31.
Não é a primeira vez que Rodrigo revisita o repertório do pai. Em 2013, ele lançou “Como É Bonito Benito”, primeiro trabalho dedicado à obra de Benito. Mais recentemente, em 2023, os dois dividiram o EP “Do Jeito Que a Vida Quer”. Agora, o novo projeto celebra os 50 anos do álbum em que Benito gravou “Maria Baiana Maria” e “Do Jeito Que a Vida Quer”, reforçando a ponte entre gerações e resgatando uma joia até então esquecida do cancioneiro do compositor.


