Por que isso importa?
Para os fãs de John Lennon e amantes da sétima arte, este documentário de Steven Soderbergh representa um ponto de virada. A utilização de inteligência artificial na obra não só levanta discussões sobre o futuro da produção audiovisual, mas também oferece uma nova perspectiva sobre como podemos revisitar e dar vida a arquivos históricos. É um convite para refletir sobre os limites da tecnologia na arte e na preservação da memória de grandes artistas. O público que acompanha o artista poderá ver um lado 'novo' de Lennon.
O cineasta Steven Soderbergh, conhecido por filmes como “Erin Brockovich” e a trilogia “Onze Homens e Um Segredo”, revelou ter utilizado inteligência artificial generativa em seu novo documentário, intitulado “John Lennon: The Last Interview”. O projeto foi desenvolvido em colaboração com a Meta e terá sua estreia no Festival de Cinema de Cannes deste mês.
O documentário, que conta com a participação da família do falecido Beatle, tem como objetivo dar vida à última entrevista concedida por John Lennon, na qual ele promoveu o álbum “Double Fantasy” ao lado de sua esposa e colaboradora, Yoko Ono. A principal tarefa do projeto era fornecer imagens para a entrevista, que originalmente era apenas em áudio.
A maior parte do filme será composta por material de arquivo. No entanto, Soderbergh afirmou que 10% da produção contará com imagens geradas por IA, retratando momentos surreais que, segundo ele, não seriam possíveis de serem criados por métodos convencionais. Em entrevista ao Deadline, o diretor explicou que a IA será usada para preencher lacunas visuais em seções onde John e Yoko discutem termos filosóficos abstratos.
“Isso compreende cerca de 10% do filme, mas é um problema real porque precisamos criar algo – alguma imagem que aprimore o que eles estão dizendo, mas que seja metafórica”, disse Soderbergh. Ele também mencionou que a colaboração com a Meta surgiu quando estavam com dificuldades financeiras para desenvolver essas imagens, e a empresa se ofereceu para fornecer a tecnologia em troca de Soderbergh testar suas ferramentas de geração de vídeo.
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Soderbergh reconheceu que a IA é um “assunto muito emocional ultimamente”, mas defendeu seu uso no documentário como uma ferramenta de aprimoramento, e não de substituição do esforço humano. “Existem duas maneiras de usá-la”, argumentou. “Há uma maneira de usar a IA em que sua intenção é enganar alguém ou manipulá-los, para criar uma imagem que você quer que eles pensem que é real. E há um uso, que é o que estamos fazendo no documentário, onde é óbvio que é IA e que está sendo usada essencialmente da mesma forma que você usaria VFX ou CGI ou qualquer tipo de tecnologia não fotográfica.”
Ele também destacou o apoio da família Lennon. Sean Ono Lennon, filho de John, expressou que seu pai teria “querido se envolver” com a nova tecnologia. “Ele amava toda a nova tecnologia. Todos os Beatles amavam. Ele iria querer brincar com ela apenas para ver o que ela poderia fazer. Era assim que ele era”, afirmou Sean.
Apesar da hostilidade pública e da indústria em relação à IA generativa, outras produções notáveis também têm avançado com a tecnologia. Val Kilmer será retratado por IA no drama “As Deep As The Grave”, com a bênção da família do ator. Além disso, o diretor Darren Aronofsky foi criticado por usar IA generativa em sua nova série histórica “On This Day… 1776”.
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(Via: NME)




