Tim Curry: cinco músicas para conhecer
Tim Curry passou pelas telas do cinema e os palcos da Broadway deixando uma carreira brilhante, interpretando figuras clássicas da história como o palhaço Pennywise na minisérie de It, de Stephen King, e o Dr. Frank-N-Furter no lunático e sensacional Rocky Horror Picture Show.
Contudo, o que muitas pessoas não sabem é que Tim investiu em uma carreira no mundo da música, chegando a lançar três álbuns de estúdio, isso sem contar o audiobook da série de livros de Desventuras em Série e duas compilações, sendo uma delas com materias que estavam guardados por mais de 30 anos.
Para conhecer mais à fundo a história e legado de Tim Curry que, como se fosse um absurdo dizer isso, nos deixou no último dia 25, confira cinco faixas que você deve conhecer.
S.O.S. (1979)
Presente em seu segundo álbum de estúdio, Fearless, Tim Curry se entrega na faixa em uma metáfora marítima que representa o estado emocional do narrador, como se estivesse em alto mar, longe da costa, afundando e sem conseguir encontrar o caminho de volta, abordando sutilmente e poeticamente a ideia de solidão, perda e desorientação emocional.
Right On The Money (1979)
Mais uma faixa de seu segundo álbum, em uma mescla de urgência e e desejo, Tim Curry encontra-se parado em uma esquina, depois da meia noite, esperando a carona para encontrar essa pessoa. É um personagem na rua, de madrugada, sem transporte, nervoso que alguém o descubra, usando até o sinal de trânsito como um holofote.
Uma bela abertura de álbum, por sinal.
Birds Of a Feather (1978)
Provocativa e caótica, a faixa que abre seu primeiro álbum, Read My Lips, trazendo o provérbio inglês que “os semelhantes se atraem”. Misturando beleza, sensualidade, liberdade e exibicionismo na alusão de pássaros, traz também algo mais explícito sobre sua intenção. Não é um “eu te amo”, mas sim um “você é fora do padrão, nós dois estamos perdidos e desejamos as mesmas coisas, assim estamos atraídos um pelo outro”.
We Went As Far As We Felt Like Going (1976)
Guardada por décadas, sendo oficialmente lançada quase 35 anos depois, é o primeiro single de Tim, gravada em 1976. O tema: sexo sem limites e compromisso com a lei de que “Irão tão longe quanto a vontade de ir”.
Enquanto nas outras músicas escolhidas há sentimento de perda e de conquista, nesta já temos o ato correndo às voltas da atração, cumplicidade e prazer.
E a atmosfera disco e funk é sensacional. Curioso é que a faixa foi regravada pelas Pussycat Dolls, em 2005.
Baby Love (1976)
A surpresa vem por último, e Tim Curry regrava Baby Love das The Supremes e consegue até melodicamente se sobressair à versão original, com piano rhodes abrilhantando a gravação e metais de fundo.
Fora de toda a aceleração da versão das The Supremes, Tim escolhe a calmaria e acerta em cheio. Uma pérola.


