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Tom Morello comenta eleições de meio de mandato nos EUA: “Foi uma rejeição a todos os puxa-sacos nazistas do Trump”

5 min de leitura
Foto: Tom Morello. Crédito: Sebastian Vivallo.
Foto: Tom Morello. Crédito: Sebastian Vivallo.
Resumo
  • ▪ Tom Morello gravou um vídeo sobre as eleições de meio de mandato nos EUA, em 4 de novembro.
  • ▪ Para ele, o resultado rejeitou o trumpismo, mas "o trabalho de verdade começa agora".
  • ▪ Os democratas ganharam o controle da Câmara e do Senado na chamada "onda azul".

O guitarrista do Rage Against the Machine, Tom Morello, comentou o resultado das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos em um vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira, 4 de novembro. Ele afirmou que o resultado foi uma rejeição ao trumpismo, mas ressaltou que “o trabalho de verdade começa agora”.

Chamada de “onda azul”, a votação deu ao Partido Democrata uma vitória ampla sobre os republicanos. Os democratas assumiram o controle da Câmara e do Senado e também viraram resultados em antigos redutos republicanos.

Morello é conhecido por se posicionar politicamente de forma firme. Ele já fez campanha contra políticas do atual governo americano, organizou atos, shows beneficentes e protestos, e criticou diretamente o presidente Donald J. Trump em várias ocasiões.

No vídeo, o músico disse:

“Os resultados da eleição de ontem foram só o começo. Claro, foi uma rejeição à classe dominante, à oligarquia, ao racismo, à ICE, às guerras no exterior, ao uso do dinheiro dos nossos impostos para massacrar crianças em outros países em vez de servir às nossas comunidades aqui. Para servir aos nossos hospitais. Às nossas escolas. Aos nossos necessitados.

Foi uma rejeição a todos os puxa-sacos nazistas do Trump. Foi uma rejeição ao trumpismo em geral, e isso é tudo coisa boa. Mas o trabalho de verdade começa agora. Sim, a votação acabou. Mas, no dia seguinte à eleição, cabe a cada um de nós continuar lutando pelo mundo que realmente queremos, sem concessões, sem pedir desculpas, e não deixar esses filhos da puta saírem ilesos.

Aqueles que estão em Washington e, diariamente, em nossas vidas, nas nossas escolas, nos nossos locais de trabalho: continuar trabalhando, lutando e se organizando por um mundo mais justo, mais pacífico, mais igualitário. Esse é o trabalho que temos pela frente. Poder ao povo.”

Apesar do tom, a fala não significa necessariamente apoio integral ao Partido Democrata. Em entrevista recente à Rolling Stone, Morello foi questionado se havia votado em Kamala Harris na eleição presidencial de 2024 e respondeu: “Certamente não”. Ao ser instado a explicar, completou: “Não. Eu não consegui”. Não ficou claro em quem ele votou.

Autor

  • Marcelo Scherer

    Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate da cultura física como host do podcast e newsletter Papo de Colecionador, dedicado a LPs e CDs. Além de assinar resenhas críticas no site, expande o debate musical no comando dos programas Disconecta na Rádio na Fm Cultura 107,7 de Porto Alegre/RS e Pôr do Som na Sintonia Fm 94.7 de Torres/RS.

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