U2 comenta polêmica entre Ed Sheeran e Macklemore e defende liberdade de expressão
Resumo
- ▪ U2 defendeu o direito de Macklemore de se manifestar e disse que Ed Sheeran não deve ser demonizado.
- ▪ Larry Mullen Jr. afirmou que ninguém, nem bilionário nem promotor, tem o direito de censurar artistas.
- ▪ Macklemore acusou nove arenas dos EUA de recusarem sua turnê Free Palestine, e o Madison Square Garden rebateu.
O U2 entrou no debate sobre censura provocado pela saída de Macklemore como atração de abertura da turnê de Ed Sheeran nos Estados Unidos. A banda apoiou os dois lados e destacou que a situação tem nuances.
Em entrevista à BBC News, o guitarrista The Edge começou dizendo: “Apoiamos totalmente o direito de Macklemore, como artista, de dizer o que quis dizer”. Em seguida, defendeu Sheeran: “Não acho que Ed deva ser demonizado”.
O baterista Larry Mullen Jr. seguiu na mesma linha: “Artistas podem escolher se querem ser, hum, politicamente ativos ou não. É um direito humano”.
Ele completou: “Mas nós, como banda, vamos lutar pelo direito de falar o que pensa, desde que não incite violência. E mesmo que a gente discorde ou não goste, ninguém tem o direito, nenhum bilionário, nenhum promotor, nenhum dono tem o direito de censurar quem quer que seja. Mas com certeza nunca vão nos censurar.”
A fala repete uma declaração anterior do baterista: “Artistas [podem] escolher se querem se envolver, e têm direito de escolher se querem ou não. E não é nosso papel criticar isso, não importa o que a gente sinta.”
Antes, o vocalista Bono já havia dito que o assunto não deveria ser “personalizado” e revelou que Sheeran pediu para ficar fora da política durante a recente colaboração com o grupo.
Macklemore, por sua vez, criticou recentemente nove arenas americanas que se recusaram a receber sua turnê Free Palestine: Madison Square Garden e Prudential Center (Newark), Barclays Center (Brooklyn), UBS Arena (Long Island), Intuit Dome, Kia Forum e Crypto.com Arena (Los Angeles), Chase Center (San Francisco) e Climate Pledge Arena (Seattle).
Em um longo post no Instagram, ele afirmou: “As portas foram fechadas. As conversas foram diferentes, mas o resultado foi o mesmo. Os shows não poderiam acontecer nesses locais. Em mais de vinte anos de turnê, nunca vi algo assim.”
O Madison Square Garden rebateu: “Temos alguns dos locais mais disputados do mundo, com disponibilidade extremamente limitada, e ele não é um artista de nível de arena.”


