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U2 comenta polêmica entre Ed Sheeran e Macklemore e defende liberdade de expressão

5 min de leitura
Foto: Daniel Hazard / Ed Sheeran
Foto: Daniel Hazard / Ed Sheeran
Resumo
  • ▪ U2 defendeu o direito de Macklemore de se manifestar e disse que Ed Sheeran não deve ser demonizado.
  • ▪ Larry Mullen Jr. afirmou que ninguém, nem bilionário nem promotor, tem o direito de censurar artistas.
  • ▪ Macklemore acusou nove arenas dos EUA de recusarem sua turnê Free Palestine, e o Madison Square Garden rebateu.

O U2 entrou no debate sobre censura provocado pela saída de Macklemore como atração de abertura da turnê de Ed Sheeran nos Estados Unidos. A banda apoiou os dois lados e destacou que a situação tem nuances.

Em entrevista à BBC News, o guitarrista The Edge começou dizendo: “Apoiamos totalmente o direito de Macklemore, como artista, de dizer o que quis dizer”. Em seguida, defendeu Sheeran: “Não acho que Ed deva ser demonizado”.

O baterista Larry Mullen Jr. seguiu na mesma linha: “Artistas podem escolher se querem ser, hum, politicamente ativos ou não. É um direito humano”.

Ele completou: “Mas nós, como banda, vamos lutar pelo direito de falar o que pensa, desde que não incite violência. E mesmo que a gente discorde ou não goste, ninguém tem o direito, nenhum bilionário, nenhum promotor, nenhum dono tem o direito de censurar quem quer que seja. Mas com certeza nunca vão nos censurar.”

A fala repete uma declaração anterior do baterista: “Artistas [podem] escolher se querem se envolver, e têm direito de escolher se querem ou não. E não é nosso papel criticar isso, não importa o que a gente sinta.”

Antes, o vocalista Bono já havia dito que o assunto não deveria ser “personalizado” e revelou que Sheeran pediu para ficar fora da política durante a recente colaboração com o grupo.

Macklemore, por sua vez, criticou recentemente nove arenas americanas que se recusaram a receber sua turnê Free Palestine: Madison Square Garden e Prudential Center (Newark), Barclays Center (Brooklyn), UBS Arena (Long Island), Intuit Dome, Kia Forum e Crypto.com Arena (Los Angeles), Chase Center (San Francisco) e Climate Pledge Arena (Seattle).

Em um longo post no Instagram, ele afirmou: “As portas foram fechadas. As conversas foram diferentes, mas o resultado foi o mesmo. Os shows não poderiam acontecer nesses locais. Em mais de vinte anos de turnê, nunca vi algo assim.”

O Madison Square Garden rebateu: “Temos alguns dos locais mais disputados do mundo, com disponibilidade extremamente limitada, e ele não é um artista de nível de arena.”

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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