Albert Mazibuko, do Ladysmith Black Mambazo, morre aos 77

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Albert Mazibuko. Crédito: razer Harrison/Getty Images

Albert Mazibuko faleceu no domingo, 5 de abril, aos 77 anos, após curta doença, segundo comunicado do Ladysmith Black Mambazo.

O cantor ingressou no conjunto sul-africano em 1969 e permaneceu por 55 anos, período em que participou das cinco vitórias do grupo no Grammy e da gravação de “Graceland”, álbum de Paul Simon lançado em 1986. A nota publicada pela formação no Facebook descreve Mazibuko como “um santo” que viajava “espalhando Paz, Amor e Harmonia”.

Nascido em uMnambithi, região também chamada Ladysmith, o músico se juntou à banda fundada em 1960 por seu primo Joseph Shabalala. Em 1973, apenas quatro anos depois de sua chegada, o coletivo lançou “Amabutho”, primeiro disco a atingir ouro no continente africano. Mazibuko manteve-se voz constante mesmo com as mudanças de formação que ocorreram ao longo das décadas.

O ministro da Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, afirmou que o artista foi “guardião de um som exclusivamente sul-africano que uniu pessoas pelo mundo”. Admiradores recorreram às redes sociais para agradecer pela trajetória do cantor e lembrar que o Ladysmith Black Mambazo se tornou a banda sul-africana de maior projeção internacional.

Além do trabalho premiado, o grupo contribuiu para a trilha de “The Lion King II: Simba’s Pride”, em 1998, e cantou mensagens de esperança durante o apartheid. Novas informações sobre velório e homenagens serão divulgadas pela família e pelos companheiros de palco.

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