O guitarrista Andreas Kisser, do Sepultura, afirmou que não descarta a possibilidade de shows futuros da banda após a conclusão da atual turnê de despedida, “Celebrating Life Through Death”. A declaração foi feita em nova entrevista a Jaimunji do Metal On Tap, onde ele ressaltou que “as possibilidades estão sempre abertas”.
Kisser explicou a decisão de encerrar as atividades do grupo. “Não descarto nada. É irrelevante dizer se [a aposentadoria] será para sempre ou se voltaremos. O importante é que vamos parar agora. Precisamos desse descanso, porque organizamos tudo em torno disso. Precisamos do nosso tempo – precisamos de tempo para olhar em uma direção diferente”, disse o músico.
Ele também comparou a situação do Sepultura com outras bandas que anunciaram turnês de despedida e depois retornaram ou continuaram em atividade. “O Sepultura não vai morrer. Quer dizer, o Motörhead está mais vivo do que… Infelizmente, não temos a turnê, mas o Motörhead estará conosco para sempre. Então, vamos explorar diferentes territórios e coisas. E o futuro, vamos lidar com ele quando chegar. Quer dizer, as possibilidades estão sempre abertas. Não acho que temos o poder de fazer oito turnês de despedida, mas quem sabe? [Risos] Quer dizer, você vê [outras bandas que anunciaram turnês de despedida antes e depois voltaram ou continuaram em turnê, como] Scorpions, você vê Ozzy Osbourne, você vê Kiss e Mötley Crüe e Slayer e tal. Tudo bem descansar e sair um pouco. É muito saudável, porque mostra que a arte não está realmente conectada a nenhum estereótipo do que você deveria ser aos olhos dos outros.”
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A banda está gravando 40 músicas em 40 cidades diferentes para um álbum ao vivo, que será lançado no próximo ano. “Sim, ainda estamos fazendo [o álbum]. Ainda estamos indo a lugares, gravando. Temos o novo EP do Sepultura que estamos tocando ao vivo também, as novas músicas, etc. Mas isso é algo para o próximo ano”, comentou Kisser. Ele adicionou que a banda está registrando cada show desde que o baterista Greyson Nekrutman se juntou ao grupo no início de 2024, prometendo um projeto “muito orgânico” no formato de vinil, com fotos e uma vibe similar a “Alive II” do Kiss.
Kisser também falou sobre o EP “The Cloud Of Unknowing”, lançado em 24 de abril pela Nuclear Blast Records. A gravação do EP foi espontânea, realizada em 10 dias no Criteria Studios, em Miami, sem data de lançamento ou nomes definidos para as músicas. A faixa “Sacred Books” foi escrita durante improvisações no estúdio. O EP conta com a colaboração de Sérgio Britto e Tony Bellotto, do Titãs, na faixa “Beyond The Dream”.
Sobre seus planos após a turnê, Andreas também disse à Metal OBS da França que continuará fazendo música. “Não vou parar, claro, de fazer música. Tenho muitas ideias, mas ainda não decidi para onde ir. Ainda quero aproveitar o momento, aproveitar a turnê, aproveitar a última etapa que temos este ano. Mas tenho muitas possibilidades. Talvez [eu] faça outro álbum solo ou tente algo diferente. Quero explorar mundos diferentes. Estou indo mais para o mundo da arte, como pintura e mistura de música com cores e coisas”, revelou.
A turnê de despedida do Sepultura começou em 1º de março de 2024, no Arena Hall em Belo Horizonte, Brasil. Esse show marcou a estreia de Greyson Nekrutman, que assumiu as baquetas após a saída de Eloy Casagrande em 27 de fevereiro de 2024, para se juntar ao Slipknot. A etapa final norte-americana da turnê “Celebrating Life Through Death” terá o apoio das bandas Exodus, Biohazard e Tribal Gaze, com início em 29 de abril em Montclair, Nova Jersey, e encerramento em 29 de maio em Los Angeles.
(Via: Blabbermouth)


