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Histórias

A transformação visual de Freddie Mercury e as escolhas controversas no fim do Queen

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Queen. Crédito: Divulgação.
Foto: Queen. Crédito: Divulgação.

A discografia da banda Queen e as polêmicas escolhas artísticas que marcaram os últimos trabalhos gravados por Freddie Mercury voltaram a ser tema de uma acalorada discussão. Em um papo descontraído e recheado de tiradas bem-humoradas durante o podcast Redação DISCONECTA, a bancada analisou desde faixas controversas até a rapidez devastadora com que o estado de saúde do vocalista se alterou no início dos anos 1990.

O ponto de partida do debate foi a música “Delilah”, do álbum Innuendo (1991), escrita em homenagem a uma das gatas de estimação de Freddie. A faixa foi duramente criticada pelo grupo, que não poupou piadas sobre os miados interpretados pelo cantor na gravação. Entre risadas, os participantes brincaram que a sonoridade parecia “gatos brigando no telhado às três da manhã” e questionaram a presença da música no disco. A discussão acabou resgatando memórias do polêmico álbum Hot Space (1982), lembrando como o trabalho dividia opiniões pelo flerte com a disco music, embora abrigasse faixas icônicas e momentos bem-humorados, como a versão parodiada pelo Foo Fighters para a faixa “Body Language”.

Além das faixas questionáveis, a fixação de Roger Taylor por carros voltou a ser alvo de provocações na bancada. Assim como ocorreu em “I’m In Love With My Car”, a faixa “Ride the Wild Wind” foi apontada como mais um exemplo da obsessão do baterista pelo automobilismo. Apesar do tom irônico, a equipe reconheceu o peso histórico de Taylor no rock e sua presença marcante nos videoclipes mais emblemáticos da banda, como “I Want to Break Free”.

No entanto, o momento de maior reflexão do corte girou em torno dos aspectos visuais dos últimos clipes do Queen e do impacto da doença de Freddie Mercury. A bancada analisou o curto intervalo de apenas três meses entre as gravações dos clipes de “Headlong” e “I’m Going Slightly Mad”. Enquanto em “Headlong” o vocalista ainda exibia uma fisionomia relativamente preservada e mantinha a barba , as produções seguintes revelaram uma mudança drástica e veloz em seu estado físico. A maquiagem pesada e a raspagem da barba tentavam disfarçar uma magreza cada vez mais marcante, escancarando a urgência e a carga emocional que envolveram o encerramento da trajetória do grupo ao lado do lendário frontman.

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