Bruce Dickinson fala sobre documentário “Iron Maiden: Burning Ambition”

Luis Fernando Brod
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Luis Fernando Brod
Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a...
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Bruce Dickinson. Foto: John McMurtrie.
Por que isso importa?

Para os fãs de Iron Maiden, a chegada de “Burning Ambition” é uma oportunidade única de ver a trajetória da banda sob uma ótica externa. A decisão de Bruce Dickinson e Steve Harris de não interferir editorialmente garante uma narrativa mais crua e autêntica, essencial para compreender a relevância e a duradoura presença do grupo no heavy metal.


O vocalista Bruce Dickinson, do Iron Maiden, comentou sobre o novo documentário “Iron Maiden: Burning Ambition”, que estreia nos cinemas em 7 de maio de 2026. O filme promete uma visão aprofundada da jornada de cinco décadas da banda, com acesso inédito aos arquivos oficiais.

Em uma nova entrevista à Heavy, Dickinson explicou que o Iron Maiden optou por não ter controle editorial sobre a produção. “Não queríamos nos envolver na edição ou algo assim. É preciso ter uma abordagem imparcial, porque você quer que alguém olhe e conte a história”, disse ele. O vocalista reconhece que alguns fãs podem sentir falta de detalhes, mas vê o filme como uma “ótima introdução” para quem não conhece a história do Iron Maiden.

Dickinson também relembrou sua entrada no Iron Maiden em 1981, após dois anos como vocalista do Samson, outra banda da New Wave Of British Heavy Metal. “A primeira vez que soube que a banda seria enorme foi quando eu estava no Samson e vi o Iron Maiden. Acredite ou não, nós éramos a atração principal, e o Maiden era convidado especial”, brincou Dickinson. “Ouvi muitas coisas sobre o Maiden e fui vê-los e pensei: ‘Meu Deus, isso é incrível. Uau.’ Meu próximo pensamento foi: ‘Eu preciso cantar para esses caras’.” Ele sentiu que sua voz e o som da banda poderiam criar algo ainda melhor.

A primeira apresentação de Dickinson com o Iron Maiden foi em Bolonha, Itália, para o álbum “Number Of The Beast”. “Na época, pensamos que faríamos o show na Itália porque ninguém faria uma resenha lá. [Risos] Se fosse realmente ruim, nunca teria acontecido. [Risos]”, contou.

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O documentário “Iron Maiden: Burning Ambition” também inclui depoimentos de admiradores como Javier Bardem, Lars Ulrich e Chuck D, que falam sobre a influência do Iron Maiden na música e cultura. Dirigido por Malcolm Venville e produzido por Dominic Freeman, o filme “oferece um olhar íntimo sobre a visão intransigente [do Maiden] e a conexão inabalável com seu exército global de fãs”, segundo um comunicado de imprensa.

O baixista Steve Harris também comentou sobre o documentário em uma aparição no “Trunk Nation With Eddie Trunk” da SiriusXM. Ele esclareceu que a ideia não partiu da banda e que eles não tiveram controle editorial completo. “É sobre nós, mas não por nós. Essa é a diferença”, afirmou Harris. “Cooperamos e fizemos entrevistas para ele, mas se tivéssemos feito, acho que teríamos feito de uma maneira ligeiramente diferente.”

Fundado em East London em 1975, o Iron Maiden celebrou 50 anos em 2025 e continua em sua turnê mundial de dois anos, “Run For Your Lives”, com mais de 50 shows em 2026.

(Via: Blabbermouth)

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