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Carta em que Brian Jones convida Charlie Watts para os Rolling Stones vai a leilão

5 min de leitura
Robin Zander e Robin Zander Jr., do Cheap Trick, durante o New Orleans Jazz & Heritage Festival 2025, no Fair Grounds Race Course, em Nova Orleans, em 25 de abril de 2025.
Foto: Robin Zander e Robin Zander Jr., do Cheap Trick, durante o New Orleans Jazz & Heritage Festival 2025, no Fair Grounds Race Course, em Nova Orleans, em 25 de abril de 2025. — Foto: Erika Goldring/Getty Images
Resumo
  • ▪ Carta de Brian Jones a Charlie Watts, de 3 de junho de 1962, será leiloada pela Sotheby’s de Nova York em dezembro.
  • ▪ O lance esperado fica entre US$ 70 mil e US$ 80 mil, e a carta pertencia à irmã de Watts até agora.
  • ▪ Watts entrou nos Rolling Stones em janeiro de 1963 e ficou na banda até sua morte, em 2021.

Uma carta escrita à mão por Brian Jones em 3 de junho de 1962, na qual ele convida Charlie Watts a deixar a Blues Incorporated, de Alexis Korner, e entrar na banda que ainda não se chamava Rolling Stones, será leiloada pela Sotheby’s de Nova York em dezembro.

O documento pertencia até agora à irmã de Watts. A expectativa é que seja arrematado por algo entre US$ 70 mil e US$ 80 mil.

Watts demorou a aceitar o convite. Ele só entrou nos Stones, que já contavam com Mick Jagger e Keith Richards, em janeiro de 1963, e tocou com o grupo até morrer, em 2021.

Em declaração ao The Independent, Craig Inciardi, especialista em música e cultura pop da Sotheby’s, comentou a importância da carta.

“O mais fascinante nessa carta é que ela mostra o quanto Charlie Watts já era respeitado numa fase tão inicial”, disse Inciardi. “O nome Rolling Stones ainda não existia, mas Brian Jones claramente entendia como o baterista certo seria importante para o som que eles queriam criar.”

“Há algo maravilhoso em ver essa história se desenrolar em tempo real”, acrescentou “principalmente sabendo que o estilo de bateria distinto de Charlie definiria o som da banda.”

Veja a carta de Brian Jones na íntegra, traduzida:

“Se você considera esta carta impertinente, por favor me desculpe. Não sei no momento qual é a sua relação com a banda de Korner. Reparei que Nick Nicholls estava na bateria ontem à noite, em Ealing. Se você não pretende trabalhar com o Alex no futuro e ainda quer tocar R&B, estamos procurando um bom baterista.

Já consideramos nossa banda muito melhor do que a do Alex. Estamos construindo um som muito coeso. Ensaiamos às segundas, quartas e sextas.

P.S. Se você tiver interesse, nossa formação atual tem duas guitarras, gaita, piano e bateria. Vamos usar um baixo eventualmente. Nosso baterista atual é péssimo!”

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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