O Dia Mundial do Jazz veio de Herbie Hancock, afim de destacar o jazz e o seu papel diplomático de unir as pessoas em todos os cantos do mundo.
Desde sua primeira manifestação, no final do século XIX no sul dos Estados Unidos, tendo pego blues, ragtime, spirituals, pop tradicional, música clássica e da África Ocidental, o gênero acabou sendo o embrião para a formação de outras vertentes como jazz rap, jump blues, hard bop, jazz fusion, swing revival, afrobeat, bossa nova e math rock, que parece estar emergindo das profundezas após o aparecimento do Angine de Poitrine.
No final, o jazz é uma definição difícil. Ele engloba tudo que existe e ao mesmo tempo se faz único com seus compassos, harmonias, melodias.
Confira abaixo 10 discos que você deve conhecer. E, sinceramente, não serão colocados os que todos já ouviram. Se o jazz faz diferente, também farei.
Carnival – Maynard Fergunson (1978)
Com big band, funk e jazz fusion, Maynard Ferguson dá um baile. Ou melhor, um carnaval! Com o tema Battlestar Galactica e a clássica Stella By Starlight ele entrega um trabalho belíssimo.
Quer potência? Ouça Birdland. Me agradeça depois.
The Carnegie Hall Concert – Alice Coltrane (1971)
Magistralmente, Alice Coltrane sobe ao Carnegie Hall no dia 21 de fevereiro de 1971 com seu piano e sua harpa, armada com Pharoah Sanders e Archie Shepp, Cecil McBee, Ed Blackwell, Jimmy Garrison e Clifford Jarvis, durante o evento do Yoga Integral de Swami Satchidananda, e explodiu o local.
Dividido em duas faixas de Alice e duas de John Coltrane, você não perde o fôlego. Tu falece. Foi dado como um dos maiores shows da noite. E olha que o mesmo evento contou com Laura Nyro.
The Great Concert of Charles Mingus – Charles Mingus (1971)
Um álbum triplo, ao vivo, gravado no Théâtre des Champs-Élysées, em Paris, Charles havia recém saído das sessões de Revenge!, outro grande álbum, e arrebatou a platéia com Parker Iana, Meditation For Integration e Sophisticated Lady.
Heavy Weather – Weather Report (1977)
Genialidade sonora explosiva como um vulcão que explodiu há cinco segundos. Eu poderia muito bem resumir isso em apenas cinco nomes: Joe Zawinul, Wayne Shorter, Jaco Pastorius, Alex Acuña, Manolo Badrena.
Sabe a Birdland, que comentamos ali no álbum do Maynard Ferguson? Veio deste álbum e é a faixa de abertura. Destaque para Jaco em Teen Town.
Falando em Jaco…
Word Of Mouth – Jaco Pastorius (1981)
Surpreendente e adorável. Jaco entrega em seu último álbum lançado em vida uma demonstração delicada, dedicada e genial, seja no cover de Blackbird dos Beatles, quanto em Crisis, que abre o álbum.
O time? Jack DeJohnette, Herbie Hancock, Wayne Shorter, Michael Brecker, John Clark, Toots Thielemans e Peter Erskine.
The Brecker Bros. – The Brecker Brothers (1975)
Randy e Michael Brecker já apareciam em álbuns de Todd Rundgren, James Taylor, John Lennon, Calry Simon e Aerosmith. Com o seu primeiro álbum veio a indicação a três Grammys, de melhor performance, artista revelação e melhor arranjo instrumental.
E ao lado deles, para abrilhantar o saxofone tenor de Michael e o trompete de Randy, David Sanbord com seu saxofone alto.
Taking Off – David Sanborn (1975)
Gravado nos lendários estúdios da A&R, Taking Off é outro álbum que traz um time brilhante: Michael e Randy Brecker, Steve Khan, Ralph MacDonald, Tom Malone, Steve Gadd, Howard Johnson e das nove faixas, a linda Way ‘Cross Georgia.
O álbum é gigante do início ao fim.
Birds Of Fire – Mahavishnu Orchestra (1973)
John McLaughlin destroçando no segundo álbum da Mahavishnu Orchestra. Com a faixa título sendo indicada ao Grammy de 1974, é um clássico! Convulsões sonoras que te trarão arrepios na espinha.
Feels So Good – Chuck Mangione (1977)
Por mais jazz com flugelhorn! O instrumento é tão lindo que Chuck aparece na capa do álbum abraçado com ele! Grant Geissman também dá um show nas guitarras do álbum, ao lado de Chris Vadala nos saxofones.
O sucesso mais conhecido de Chuck, o álbum em si só perdeu para a trilha sonora de Os Embalos de Sábado à Noite. Se não fosse Travolta e seu terno branco…
The Inflated Tear – Roland Kirk (1968)
Não, não é loucura. Ele tocava dois saxofones, tenor e alto, ao mesmo tempo, como está na capa do álbum. Desafiador e temos que bater palma pois, desculpe pela piada, precisa ter fôlego para… sabe? Dois instrumentos de sopro na boca ao mesmo tempo?
Parabéns e me perdoe.
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Obs: Sim, deixamos passar Miles, Duke, Ella, Coltrane, Oscar, Ornette, Cecil, Billie, Jarrett e o próprio Hancock de propósito. Em caso de indicações, faço com o maior agrado, mas aconselho a ouvir os álbuns de jazz acim



