Por que isso importa?
Para os fãs do Duran Duran e da cultura dos anos 80, a capa de "Rio" é mais do que uma imagem; é um símbolo de uma era. Saber que a banda nunca encontrou o gênio por trás dessa arte adiciona uma camada agridoce à sua história. Isso destaca como certas obras de arte transcendem a relação direta entre criador e artista, tornando-se referências atemporais.
O Duran Duran nunca conheceu Patrick Nagel, o artista responsável pela icônica capa do álbum “Rio”, um dos marcos visuais dos anos 80. A revelação foi feita pelo tecladista Nick Rhodes em uma recente aparição no podcast Rockonteurs.
Rhodes contou que a banda foi apresentada ao trabalho de Nagel pelo seu empresário, que era leitor assíduo da revista Playboy. “Ele era um leitor ávido da revista Playboy”, lembrou Rhodes no podcast Rockonteurs. “Porque Nagel costumava fazer todas as primeiras ilustrações na época, final dos anos 70, início dos anos 80, para a Playboy.”
Impressionados com as ilustrações e o estilo pop art vívido de Nagel, a banda entrou em contato com o artista para saber se ele estaria interessado em criar a capa de seu segundo LP. “Não éramos tão conhecidos na América na época”, observou Rhodes. “Mas ele disse: ‘Sim, estou dentro’.”
Nagel enviou duas imagens para o Duran Duran. Uma delas foi usada para um single no Japão, enquanto a outra – um retrato atraente de uma mulher sorridente – se tornou a capa distintiva de “Rio”. Lançado em maio de 1982, o álbum se tornou um sucesso multiplatina, impulsionado pelos singles “Hungry Like the Wolf”, “Save a Prayer” e a faixa-título “Rio“, levando a banda ao estrelato. A arte da capa, por sua vez, se tornou uma das imagens mais reconhecíveis da década.
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“Ele era incrível”, recordou Rhodes, expressando sua admiração pela arte de Nagel. “Nós nunca o conhecemos, infelizmente.”
Menos de dois anos após o lançamento de “Rio”, Patrick Nagel faleceu aos 38 anos de ataque cardíaco, enquanto participava de um evento de arrecadação de fundos para a American Heart Association. Desde sua morte, Nagel tem sido celebrado como um dos artistas visuais que definiram os anos 80, e a capa de “Rio” permanece uma de suas realizações mais famosas.
(Via: Ultimate Classic Rock)



