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Paulo Miklos comenta sobre a versão de “Bichos Escrotos” lançada por Anitta

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Paulo Miklos. Crédito: Reprodução/Jorge Daux
Foto: Paulo Miklos. Crédito: Reprodução/Jorge Daux

A versão de “Bichos Escrotos” gravada por Anitta em ritmo de funk surpreendeu o público e rapidamente ganhou espaço nas redes sociais. A releitura do clássico dos Titãs faz parte da trilha sonora de Corrida dos Bichos, filme do Prime Video, e atualiza uma das músicas mais conhecidas do rock brasileiro dos anos 1980 para uma linguagem mais próxima do pop e da música urbana.

A nova gravação foi produzida pelo Tropkillaz e chamou atenção justamente pela mudança de abordagem. Originalmente lançada pelos Titãs em 1986, “Bichos Escrotos” ganhou uma base marcada pelas batidas do funk, enquanto Anitta assumiu os vocais e preservou o caráter provocador da letra.

A escolha também gerou debates nas redes sociais, especialmente entre ouvintes que conheceram a música na versão original. A repercussão, no entanto, recebeu um importante aval: Paulo Miklos, responsável pela voz da gravação dos Titãs, aprovou a releitura.

“Adorei a versão da Anitta com Tropkillaz para ‘Bichos Escrotos’. Sempre foi uma música muito divertida, ao mesmo tempo que um questionamento ao paladar refinado do homem civilizado. Anitta cantou com essa ironia fina e deu o recado!”, afirmou o músico.

Para Miklos, portanto, a mudança de gênero musical não descaracterizou o sentido da composição. Pelo contrário, a combinação entre a interpretação de Anitta e a produção do Tropkillaz manteve o humor e a provocação que sempre fizeram parte da música.

A releitura também mostra como uma composição associada ao rock brasileiro dos anos 1980 pode ganhar uma nova leitura décadas depois, chegando a um público que talvez não tivesse contato tão próximo com a gravação original dos Titãs.

Com a inclusão em Corrida dos Bichos, “Bichos Escrotos” passa a circular novamente em um contexto completamente diferente daquele de 1986. A versão de Anitta não tenta reproduzir o registro dos Titãs, mas transforma a música em uma faixa de funk, mantendo justamente o aspecto de irreverência que Paulo Miklos considera essencial à composição.

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