Promoções: Receba no seu whatsapp as melhores ofertas de CDs e LPs
Início - Entrevista Pravus – Lançamento do álbum de estúdio Cinis
Histórias

Entrevista Pravus – Lançamento do álbum de estúdio Cinis

5 min de leitura
Entrevista Pravus – Lançamento do álbum de estúdio Cinis
Foto: Divulgação

Há um ano atrás, quando troquei uma bela prosa com o Guilherme e o Danilo, ainda estavam trabalhando incansavelmente em cada detalhe, o que resultaria em um dos lançamentos mais autênticos do underground brasileiro, o álbum “Cinis”, que estreou no dia 3 de junho desse ano nas plataformas de streaming. Horas antes do show no Espaço Music Hall, em São Paulo, tive a honra de poder realizar uma entrevista ao lado novamente do Guilherme e do Danilo, dessa vez com a adição, também, do talentoso baixista Duemd, na qual falam um pouco sobre as impressões que tiveram em relação à experiência adquirida após a gravação de dois trabalhos já na praça, troca de membros, o show realizado logo após esse papo e também a possibilidade de planos futuros para uma turnê fora de terras brasileiras.

Nova formação com Doug Camargo na bateria; Créditos: @_danimau_ e Pravus
Nova formação com Doug Camargo na bateria; Créditos: @_danimau_ e Pravus

Nos últimos anos, a Pravus se dedicou a construir seu espaço no cenário underground com o EP “Cor Hominis Pravum”, e, três anos depois, temos o primeiro lançamento de estúdio da banda. Qual é a sensação que vocês têm após tantas conquistas, considerando também o público que engajou com o passar do tempo?

Guilherme: — Eu acho que, mais do que antes, sentimos mais orgulho do que estamos lançando, e o Cinis foi um trabalho que tivemos mais tempo para fazer e, por consequência, ficou melhor. No Cor Hominis, acabamos acelerando demais algumas coisas e, após seu lançamento, tivemos a sensação de que poderia ter sido melhor. Nossas expectativas para esse lançamento estavam muito elevadas; é um álbum bem ambicioso, e foi uma satisfação muito grande do ponto de vista artístico porque nos sentimos muito donos do que fizemos e conseguimos expor isso ao mundo com muito mais orgulho. Então, é muito bom ver que estamos conseguindo alcançar pessoas novas, e isso acontece muitas vezes em um ritmo lento, mas preferimos assim, pois é um tipo de música que exige dedicação e um nível de atenção grande, que está em falta na sociedade hoje em dia. Tem muito chão a ser trilhado, e agora, nesse novo trabalho, eu percebo como nós não sabíamos de nada quando nós lançamos o primeiro EP; logo, somos uma banda completamente diferente.

Sentem que adquiriram mais experiência através do tempo e conseguiram atingir outros horizontes, então?

Guilherme: — Sim, com certeza.

Danilo: — Foi um período até que rápido se comparado com bandas que acompanhamos; tivemos um período de dois a três anos, no máximo. Conseguimos trabalhar nisso e encontrar uma identidade. Começamos muito perdidos e chegamos a um ponto em que possuímos essa identidade e conseguimos nos encontrar melhor. Mas nós não estávamos muito atrelados a essa fase; o que for rolar para frente, que role, mesmo que mudemos o nosso estilo de compor. Estamos compondo agora com dois vocalistas diferentes e um teclado, sendo que foi colocado depois na fase de composição em que as músicas já estavam todas prontas. Então, isso muda um pouco as coisas.

Pravus ao vivo no Espaço Music Hall; Duemd no baixo botando peso as estruturas e Doug atrás quebrando tudo com a bateria; Créditos: Maurício Silva
Pravus ao vivo no Espaço Music Hall; Duemd no baixo botando peso as estruturas e Doug atrás quebrando tudo com a bateria; Créditos: Maurício Silva

Durante o processo de composição do novo álbum, vocês tiveram uma mudança significativa na formação, que ia desde a entrada de Duemd como baixista até a saída de Tommy Engel dos vocais. Agora pouco, durante o processo de lançamento do novo álbum, o JP Surian se despede da banda e quem assume as baquetas é o Doug Camargo. Como se deu esse processo de troca de baterista e como tem sido trabalhar com um novo membro?

Danilo: — Trocar de membro é sempre complicado, nunca é algo muito casual, pois são pessoas que tocam de formas diferentes, porém foi tudo feito dentro do possível e conseguimos realizar tudo muito bem. Tommy e Surian são dois amigos nossos, são bem próximos de mim, de quem gosto e tenho muito carinho, e sempre seremos gratos pelo período deles na banda. Foi necessário que essas mudanças acontecessem e nós não existiríamos se eles não tivessem passado pela banda. Foi algo extremamente necessário, porém, como partimos caminhos, temos que lidar com essa nova fase da melhor forma possível. Conseguimos achar o Doug, que nós já conhecíamos antes e era nosso amigo, que também tocava muito bem, então acabou casando bem, sendo que ele tinha influências parecidas com as nossas. Agora, a mudança de vocalista mudou totalmente a questão do tipo de voz que estamos buscando agora, para algo mais death metal, e os cleans não são mais os mesmos que colocávamos antes, mudando e muito a forma como vamos compor, pois temos que encaixar essa voz de uma forma diferente. O Guidão e o Duemd não cantam de forma nenhuma parecida com o Tommy; é uma abordagem totalmente diferente.

Duemd: — Quando eu entrei na Pravus, quase na metade de 2023, não imaginava que iria entrar tão de cabeça em um projeto. Eu imaginava que iria participar do processo criativo e de produção, porém não que fosse tudo do zero e também fosse cantar. Como dito antes, eu e o Gui somos duas outras ideias de voz diferentes do Tommy, e tivemos um processo bem desafiador ao fazer o Cinis, pois nós compomos pensando nele; entretanto, acabaram ocorrendo percalços e ele saiu no meio do processo. Então, tiveram poucas coisas que conseguimos adaptar para as nossas tessituras vocais e coisas que não. Por exemplo, Ignis foi pensada na voz de Tommy. Eu assumi o refrão e o Gui os versos, e acabou sendo uma das músicas mais desafiadoras de se cantar no palco, pois não foi exatamente pensada para a tessitura de voz que eu tenho. Mesmo assim, a gente está aí dando suor e sangue para fazer da melhor maneira.

Danilo: — Eu só agradeço que não fui eu que tomei a responsabilidade dos vocais (risos).

Danilo e Guilherme; Créditos: Pravus
Danilo e Guilherme; Créditos: Pravus

Na entrevista anterior que fizemos há um ano, vocês falaram sobre influências musicais que iam desde o metal progressivo até o extremo e o melódico. Durante a audição do álbum, é possível identificar muito da inspiração que tiveram de bandas como Opeth e Tool, especialmente músicas como “Whirlwind”, “Gargantua” e “Gardenia”. Em alguns momentos, lembram até passagens melódicas como as do Dream Theater, tanto instrumentalmente como nos vocais limpos, com aquele toquezinho meio Arch Enemy. Como foi juntar tudo isso no mesmo lugar e acabar criando um produto original e autêntico?

Guilherme: — Eu fico muito feliz de ser comparado com referências diversas, e é curioso porque não foram as que pensamos, o que é curioso porque você ouviu uma música e entendeu imediatamente como uma referência a outra banda; é algo tão bom do que ficar confuso em relação ao que está escutando. É bom ter referências, porque quanto mais você tiver e quanto mais diversas elas forem, maior é a chance de fazer algo que é realmente único. Por exemplo, eu não escuto o Dream Theater nem o resto da banda, mas é curioso que, para algumas pessoas, soemos como Dream Theater por compartilharmos referências com eles. Então é bizarro, às vezes acontecem convergências e divergências, mas manter uma gama bem ampla de influências é algo que buscamos ter de forma definitiva para podermos fazer sempre algo muito interessante e também não viciar os nossos ouvidos e também o público em algo que seja previsível.

Duemd: — Eu e o Farsky crescemos bebendo da fonte do Dream Theater, então não é algo que hoje em dia consumimos tanto, porém o Jon Myung foi uma das influências mais sólidas que eu tive na adolescência. Então, por mais que eu não escute muito hoje em dia, ele é um pilar que eu carrego, então, querendo ou não, eu o acesso toda vez que vou criar.

Danilo: — Por mais que hoje em dia não as escutemos tanto como antes, essas referências que crescemos ouvindo são as que vão aparecer, inevitavelmente. Por mais que a gente queira fugir de certos maneirismos, sinto que tem coisa que vai transparecer, querendo ou não. Por exemplo, tínhamos uma estética em que miramos, por isso vai parecer com outras bandas como o Opeth, que é a minha preferida e uma influência para todo mundo. Eu vou tocar um riff e inevitavelmente vai dar para notar alguma inspiração disso, pois foi algo que ouvi a vida inteira. Tinha bandas que ouvíamos na época em que estávamos fazendo o álbum no qual dava para notar que estávamos ouvindo esse tipo de som. Tudo aparece.

Acaba sendo que por Osmose, não?

Danilo: — Não tem aquele ditado “você é aquilo que come”? Então você é aquilo que você ouve.

No álbum temos duas interludes, no entanto. “Devir” é a que se destaca. Existe algum significado na leveza dessa faixa instrumental que vocês gostariam de dividir por aqui?

Duemd: — Eu a compus um pouco de surpresa para a banda, misturei algo de piano e violão que eu tinha uma ideia de ter gravado na demo. Não sei se todos percebem, mas peguei a harmonia que já existia na música “Cinis” no meio, no momento em que tem o solo de baixo, e brinquei com ela no piano, imaginando que podia ser uma introdução que pudéssemos fazer ao vivo antes de tocá-la, mas nunca que teria ficado do jeito que ficou por conta da leveza e essa coisa etérea, até meio introspecta… Acho que eu diria contemplativa, e ela casou muito no álbum. E existe um easter egg na Devir que quem é rato de videogame vai sacar o que é.

Pravus ao vivo no Espaço Music Hall; Danilo batendo cabeça e Farsky dominando os teclados; Créditos: Maurício Silva
Pravus ao vivo no Espaço Music Hall; Danilo batendo cabeça e Farsky dominando os teclados; Créditos: Maurício Silva

Como foi trabalhar com a Cath Castro da Ballburya na faixa “Gargantua”?

Guilherme: — Eu sempre gosto de contar essa história de como a chamamos. Quando estávamos trabalhando nas músicas, nosso processo de gravação das demos era apenas instrumental; ouvíamos em conjunto e inventávamos ideias, como “o que eu gostaria de ouvir nessa parte” ou “o que eu poderia fazer de interessante aqui”, e em uma dessas sessões compondo linhas dessa faixa, imediatamente pensamos em uma voz feminina. Logo então, imediatamente veio a figura da Cath, já que conhecíamos a Ballburya e a tínhamos como referência de uma voz bem suave e etérea. Ela foi nossa primeira opção, considerando que era um contato bem próximo nosso, que conhecíamos há bastante tempo, sendo um momento mágico em que pudemos concretizar essa ideia como a tivemos, e ela ajudou a entregar uma textura para a música que, com certeza, ninguém na banda conseguiria entregar.

Cath Castro: — Fiquei bem feliz de participar. Poder acompanhar o trabalho deles de perto durante todos esses anos em que estamos crescendo juntos.

Guilherme: — Eu fico muito feliz de ter usado habilidades de composição que desenvolvi depois de tanto tempo para a cama harmônica, na qual ficou muito bem dividida, modéstia à parte, que foi muito gostosa de se ouvir. Eu lembro de toda vez que estávamos na etapa de produção, eu pedia para o Farsky tirar o áudio do instrumental e deixar apenas o coro de voz. E todas as vezes que tinha um coro de voz, eu pedia a mesma coisa: eu queria ouvi-los trabalhando e como ficaram. E essa foi, pessoalmente, uma das partes mais gostosas, que mais me deram um tesão de trabalhar. E também, uma das mais difíceis, pois tivemos um problema com essa música: essa é uma melodia que usa todas as notas da escala. Tivemos problemas para usar a harmonia de voz porque nosso hábito é geralmente transpor e fazer harmonias de terça ou quinta, quarta, enfim… Mas, para essa música, estava dando dissonância enquanto tentávamos transpor, então foi o momento em que eu e o Duemd quebramos a cabeça e, no final das contas, usamos o contraponto, que é de música barroca, para conseguir encaixar as vozes. Então foi muito satisfatório do ponto de vista nerd musical.

Danilo: — Primeiramente, é importante falar que ela é da Ballburya; ouçam o trabalho dela. Segundo, é incrível como as coisas mudam quando você está fazendo música e você não pode se apegar a nada. Quando estávamos fazendo o verso, eu lembrei de uma música da Ballburya, que é a Lich, na qual eu imaginei algo parecido com o que a Cath cantava nela. Então pensei nisso para o verso e disse: “Seria uma ideia legal se a colaboração dela aparecesse aí”, embora a banda se opusesse, ficando para o refrão do final, em que foi a melhor ideia. Ainda bem que eu fui vetado (risos).

Pravus em momento de descontração; Créditos @_danimau_ e Pravus
Pravus em momento de descontração; Créditos @_danimau_ e Pravus

Como tem sido trabalhar com a Enjoyce durante a divulgação e merchandising? Ela já realizou flyers para a banda, tanto quanto material promocional que está sendo vendido durante o show de hoje.

Guillherme: — A Enjoyce foi um grande achado para a gente. Conhecemos ela por meio de um amigo em comum, e ela é uma designer de Fortaleza. E assim que entramos em contato com o seu trabalho, sentimos uma ressonância com a estética da banda, e começamos fazendo flyers. À medida que fomos trocando ideia, percebemos que ela é uma designer totalmente dedicada, e sempre que trabalhávamos juntos, ela nos procurava para entender as referências da banda e como cada um dos lados poderia fazer um melhor trabalho. Eu acho isso muito importante na cena underground porque é muito precioso o trabalho investido em quem ainda tem o que provar. Já comissionamos arte de artistas que já eram consagrados, e nós não sentimos de pessoas que já têm essa posição de se dedicar tanto quanto pessoas que estão ao nosso lado e estão tentando fazer o melhor trabalho possível, justamente por terem muito ainda o que mostrar. Eu a vejo amadurecendo em seu estilo de design, da mesma forma em que nós vamos amadurecendo em nosso estilo de música, então é sempre um prazer poder trabalhar com ela em novas estampas de camiseta. Esse lance das camisetas foi um projeto em que a arte não apenas fosse a arte da capa. Sentimos que muitas bandas fazem isso e perdem a oportunidade de fazer um produto único por si só. Logo, essas artes foram pensadas para virarem uma coleção e que, independentemente de qual ela for ou da música que representa, ela é bonita de se ver, e ela conseguiu executar isso de forma magistral.

Danilo: — Eu acho legal que isso adicione não apenas ao nosso merchandising, mas adicione e muito à nossa estética, pois a parte visual é muito renegada pelas outras bandas. As fotos transparecem quem ela é de verdade; as capas de álbum, então… é algo com que nós nos importamos muito e queremos transparecer o que passamos de todas as formas possíveis, então sinto que a parte visual é muito legal para poder passar essa ideia. Foi bem legal termos feito isso com ela, pois casou a estética, e isso vai ficar expresso nas camisetas, cuja arte foi pensada para cada um dos singles que queríamos para transparecer o que queríamos passar com eles. A Joyce foi muito atenciosa, e o que se tem a falar dela é que ela é bem firmeza; tem uma estética artística legal; tem raça para fazer as coisas; ouve o que as pessoas querem junto do que ela quer e vai atrás. Mesmo que não tivesse nada a provar, sinto que ela estaria na lista de pessoas muito competentes. Fazemos parceria com pessoas muito diferentes para nos ajudar naquilo que não conseguiríamos por conta própria, e é sempre bom exaltar quando fazem um bom trabalho.

Duemd: — Ficou bem subtendido, mas é bem legal ver a direção em que estabelecemos como estética artística e chamar uma pessoa de fora e ver o take dessa pessoa para ver a direção em que ela estabelece, porque, particularmente, eu esperava vir camisetas legais apenas, e não tão legais. Tanto que peguei duas para mim como item pessoal. Acho legal chamar artistas de fora, assim como fizemos com a presença da Cath. Fazemos também isso na parte visual, essa trocação entre pessoas diferentes que têm visões diferentes, mesmo que sob uma mesma direção.

Flyer do show no Espaço Music Hall, em Pinheiros, São Paulo – 27.06.2026; Créditos: Pravus
Flyer do show no Espaço Music Hall, em Pinheiros, São Paulo – 27.06.2026; Créditos: Pravus

O álbum “Cinis” será tocado na íntegra hoje. Teremos também alguns petardos do EP anterior ao vivo, afinal, vocês já possuem um bom material para preencherem um setlist gordinho. Já considerando o que o Guilherme mencionou na entrevista anterior, “esperem o inesperado”, teremos algumas surpresas a mais?

Duemd: — Sim, não apenas teremos revisitas ao EP, mas também de integrantes anteriores da banda.

Danilo: — “É uma pessoa bem importante na minha vida e ele estava na banda ainda no começo, que deu o nome da banda de Pravus e foi o primeiro guitarrista, o qual deixou mais tarde o posto para o Guidão, sendo o Gabriel Wolff, o Pipoca.” Vamos tocar uma música que ensaiávamos na época antes dele sair da banda, sendo que ele nunca tocou em um show conosco. Teremos participação da Cath em Gargantua e teremos a Starless, além de um cover de Opeth. Vai ser um show mais festivo.

Pravus ao vivo no Espaço Music Hall; Danilo e Guilherme arrebentando com as guitarras; Créditos: Maurício Silva
Pravus ao vivo no Espaço Music Hall; Danilo e Guilherme arrebentando com as guitarras; Créditos: Maurício Silva

Gostaria de saber a opinião de vocês por meio de uma reflexão: quem estabelece a ideia de um big four, assim como quais bandas estarão ali e qual o grau de importância delas? Como resultado, é a mídia e a indústria musical do showbizz. Porém, tal canonicidade pode ser subjetiva, sem tirar relevância das que foram mencionadas nesse conjunto. Qual seria o Big 4 das bandas no nosso underground brasileiro?

Danilo: — Eu coloco aqui apenas o que eu gosto: Sangue de Bode, Escárnio, Ballburya e o Papangu. São as do cenário nacional que estou mais gostando, mas vou deixar um salve tanto de bandas de amigos como os que estão na cena junto, como o pessoal da All Star Dog, da Labatut e da Darcato, que vai tocar hoje conosco.

Duemd: — Big 4 é difícil, mas vou citar algumas bandas que também estão na caminhada, fazendo as coisas na moral e descobrindo como as coisas funcionam sem passar por cima de alguém de fato: Ballburya, pelas pessoas que são, estética de som e tudo; o pessoal da Mourning Sky, que é a banda de um amigo meu, o Tomate, na qual é um metal moderno com bastante influência progressiva e cordas, todo mundo é o bicho no próprio instrumento, marcou muito o primeiro show deles; Manger Cadavre?, povo insano; Demasia também que é da mesma linha, Our Last Creation e da Armiferum, Vital Toxin, da Antrvm….. eu sempre fui muito ruim com listas, mas um salve para todo mundo que está fazendo um corre na moral.

Cath Castro: — Tem uma cena nova aí surgindo da cena hardcore, com influência de Linkin Park e Planet Hemp, que é o Vandalcore, que são bem fechados conosco, tendo um ponto de vista muito importante sobre o mundo. Tem a Chuva, que é bem prog; tem a Abissal, entre outras. Tem muita coisa acontecendo. Só entrar nos rolês em São Paulo que você encontra muita gente.

O que vocês tem ouvido ultimamente?

Danilo: — Jazz! (risos) Já estou ficando pirado ultimamente, logo tenho ouvido mais post-rock, tenho ouvido também Death-Grips, Swans, All them Witches que lançou álbum agora… quero conhecer coisa nova.

Duemd: — Como sou professor, acabo ficando bem preso em repertório de aluno. Então, tenho escutado bastante Michael Jackson, Queens Of The Stone Age, reggae… Mas, quando paro para ouvir música por mim, tenho ouvido bastante Fleet Foxes, Opeth, Meshuggah e, também, como estou compondo para outro projeto, também tenho ouvido bastante Dir En Grey e muita coisa fora do metal também, jazz, R.E.M., coisas mais tranquilas, nem folk também.

Foto da banda após a realização do show no Espaço Music Hall em Pinheiros; Créditos: @danivision.raw e Pravus
Foto da banda após a realização do show no Espaço Music Hall em Pinheiros; Créditos: @danivision.raw e Pravus

Do álbum Cinis, qual seria a faixa favorita de cada um e qual delas representa um senso comum de ser a melhor para todos?

Duemd e Danilo: — Gardênia

Danilo: — Gosto muito da “When The Autmn Comes”.

Duemd: — Gardênia eu acho a mais legal do ábum, mas para mim, Black Widow é a melhor do Cinis.

Sobre a possibilidade de uma turnê sul-americana, como vocês veem isso acontecendo, e se acreditam que o mercado europeu e norte-americano estaria também interessado no som da Pravus?

Duemd: — No momento presente, é nebuloso a gente afirmar isso com tanta certeza, mas já vemos sim a possibilidade de tocarmos ao lado de nossos irmãos, mas também para algo mais para o ano que vem temos pensado na ideia. Quanto ao norte geográfico, eu não duvidaria que pudéssemos cair na graça da cena de lá, mas quem sabe? Eu vejo o futuro da Pravus como algo em aberto.

“O homem é uma folha em branco”.

Duemd: — A Pravus talvez seja uma folha a ser escrita. (risos)

Compartilhe esta matéria:

Relacionados

Deixe seu comentário

Participe da discussão

Seu comentário será analisado pela nossa equipe antes de ser publicado.

RÁDIO
DISCONECTA
Rádio Disconecta