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Erik Grönwall reflete sobre saída do Skid Row e inspiração de “Who’s The Winner”

Luis Fernando Brod
Luis Fernando Brod
29 de junho de 2026 5 min de leitura
Erik Grönwall. Crédito: Johan Jönsson (Julle)/Wikimedia Commons
Foto: Erik Grönwall. Crédito: Johan Jönsson (Julle)/Wikimedia Commons

Resumo
  • Erik Grönwall aborda a inspiração lírica de "Who's The Winner", do álbum "Bad Bones", relacionando-a com sua saída do Skid Row.
  • A decisão de deixar a banda foi motivada por questões de saúde e pela dificuldade em conciliar a agenda de turnês com sua recuperação pós-leucemia.
  • O músico destaca que, apesar do fim da parceria com o Skid Row, ele encontrou um formato de turnê mais flexível com Michael Schenker, que prioriza sua saúde.

O ex-vocalista do Skid Row, Erik Grönwall, compartilhou em uma nova entrevista à Vinylestimes Classic Rock Radio, da França, os detalhes por trás da inspiração lírica de “Who’s The Winner”, faixa de seu álbum solo mais recente, “Bad Bones”, lançado em 22 de maio. A canção reflete diretamente sobre sua saída da banda, que ocorreu em março de 2024, após um período de dois anos como frontman.

Grönwall explicou o conceito da música:

“Às vezes, ninguém [é o vencedor]. É basicamente isso que estou dizendo, o que quero dizer com essa música. Às vezes ninguém ganha. E pode ser em qualquer relacionamento, onde você tem uma discussão com alguém, e seu ego toma conta de você. E você sai dessa discussão ou relacionamento e pensa, ‘Ninguém ganhou. Ninguém ganhou.’ E você senta lá sozinho com seu orgulho. E valeu a pena? É basicamente isso que estou perguntando.”

Ele continuou, conectando a letra à sua experiência pessoal:

“Para mim, é pessoalmente sobre a minha saída do Skid Row, onde eu simplesmente senti que tinha que fazer o que fiz. Tive que tomar essa decisão. Uma parte de mim sabe que foi a decisão certa, mas outra parte de mim pensa, ‘Uau, tínhamos algo realmente ótimo’, e é uma pena que tenha tido que acabar. Então, sim, essa é a minha maneira de processar isso.”

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No mês passado, Erik já havia conversado com Jorge Botas, da Metal Global de Portugal, sobre a decisão de deixar o Skid Row. Questionado sobre o motivo de iniciar uma carreira solo neste ponto, ele relembrou sua trajetória, incluindo os dez anos com a banda sueca H.E.A.T e a superação de uma leucemia há cinco anos. Foi durante a recuperação que ele percebeu o desejo de voltar aos palcos, o que o levou a aceitar o convite do Skid Row, banda que ouvia desde a adolescência.

Refletindo sobre sua saída, Erik afirmou: “A razão pela qual decidi deixar [a banda] foi porque eu ainda precisava de mais tempo para me recuperar adequadamente de todos os meus tratamentos, e senti que era demais estar na estrada tanto quanto [os outros membros do Skid Row] queriam.” Sua proposta era reduzir a intensidade das turnês, mas não foi possível encontrar um meio-termo, o que ele considera “totalmente aceitável”.

Ele contrastou essa experiência com sua colaboração com o guitarrista Michael Schenker, que ofereceu uma solução de ter um cantor substituto caso ele precisasse se ausentar. “Michael é muito bom em encontrar soluções, então eu aceitei. E eu não deixei Michael. Quer dizer, a porta está sempre aberta para Michael [me procurar e me pedir para fazer mais shows com ele].”

Grönwall enfatizou a importância da saúde, especialmente após a leucemia e o transplante de medula óssea, que exigem um longo período de recuperação e a reconstrução do sistema imunológico. “Minha gargantilha aqui diz, ‘A saúde sempre vem em primeiro lugar.’ E é assim que tem que ser — quero dizer, para todos. Mas especialmente quando tive aquele susto de saúde, é obviamente mais importante para mim do que nunca realmente cuidar de mim mesmo. Então isso vem primeiro.”

Em janeiro de 2025, Erik já havia declarado à Chaoszine da Finlândia que “deixar a banda foi uma das decisões de carreira mais difíceis que já tive que tomar. Eu adorava estar naquela banda. Não era ruim acordar sendo o vocalista do Skid Row. Mas eu ainda estaria na banda se essa fosse uma opção.” Ele reiterou que sua saída foi para respeitar sua saúde e a promessa de sempre colocá-la em primeiro lugar.

Apesar da saída, Erik Grönwall expressou carinho pelo tempo com a banda: “Eu amei meu tempo na banda. Eu me diverti muito com os caras. Nós nos conectamos imediatamente, e sempre olharei para aquele tempo com um sorriso, com certeza. E eu adoraria ter ficado na banda. Mas dadas as circunstâncias, simplesmente não conseguimos encontrar um terreno comum em termos de quanto deveríamos fazer turnês.”

A proposta de Grönwall era de três semanas na estrada, incluindo viagens, e um mês de folga, para ter tempo de recuperação, mas a banda não considerou isso viável. O álbum solo “Bad Bones” de Erik Grönwall foi lançado em 22 de maio.

(Via: Blabbermouth.net)

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