Filme-concerto “American Utopia” de David Byrne e Spike Lee volta aos cinemas em 4K

Marcelo Scherer
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Marcelo Scherer
Jornalista, editor-chefe e fundador do portal Disconecta. Aos 46 anos, respira o ecossistema musical cobrindo rock, indie e cultura alternativa. É uma voz ativa no resgate...
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David Byrne. 'American Utopia' Matthew Murphy
Por que isso importa?

Para os fãs de David Byrne e Talking Heads, o retorno de "American Utopia" em 4K é uma oportunidade de revisitar um espetáculo que já foi aclamado como um dos shows mais impressionantes. A direção de Spike Lee adiciona uma camada cinematográfica única, elevando a experiência para o público que aprecia a fusão de música e arte visual. É uma chance de ver a obra com nova clareza.


O filme-concerto “American Utopia”, resultado da colaboração entre David Byrne e o diretor Spike Lee, fará um retorno especial aos cinemas para uma única noite em 5 de agosto, com exibição em 4K.

A produção da Broadway, que inspirou o filme, apresentava David Byrne cantando sucessos de sua carreira solo e do Talking Heads, acompanhado por um grupo de 11 músicos que dançavam e tocavam instrumentos no palco. A turnê mundial do show, que se seguiu ao álbum solo de Byrne de 2018, “American Utopia”, foi bastante elogiada pela NME.

Os ingressos para a exibição em 5 de agosto estarão disponíveis para compra a partir de 18 de junho no site oficial.

O filme recebeu cinco estrelas da NME, que o descreveu como “a união dos melhores de Nova York para uma extravagância de grandes sucessos que se destaca como um dos melhores filmes de 2020”. A revista também observou que qualquer filme de show com David Byrne é sempre comparado a “Stop Making Sense”, o filme-concerto de 1984 do Talking Heads, dirigido por Jonathan Demme. Apesar de não incluir a versão de “Girlfriend Is Better”, o filme de Lee oferece muito a ser apreciado, com seu design de palco minimalista e os 12 músicos descalços em ternos cinza, iluminados por cores vibrantes.

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O espetáculo foi filmado por Lee com 11 operadores de câmera. Em entrevista anterior à NME, David Byrne comentou sobre a colaboração: “Eu não sabia o quanto Spike era fã! Ele até perguntava: ‘Por que você não toca essa música? Por que não adiciona essa aqui?’. Nós nos conhecíamos casualmente, então pude mandar uma mensagem e dizer: ‘Quero que você venha ver nosso show; acho que você pode se interessar em fazer um filme dele'”.

David Byrne recentemente levou sua teatralidade e coreografia ao Coachella, com um set que incluiu clássicos do Talking Heads como “Psycho Killer”, “Once In A Lifetime”, “This Must Be The Place” e “Burning Down The House”. Para os fãs que acompanham o artista, David Byrne já revelou ter sido um “tirano” no início da carreira, o que adiciona uma camada de complexidade à sua persona artística.

https://www.youtube.com/watch?v=WZ2I-A4kNfM

(Via: NME)

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