Foo Fighters: show no Rock in Rio 2026 prova que o caos ainda é combustível
Resumo
- ▪ O Foo Fighters entregou um show seguro e catártico no Rock in Rio 2026, apesar de anos de perdas e mudanças.
- ▪ A performance de Dave Grohl e banda destacou um repertório com muitos hits, com o novo baterista Ilan Rubin se adaptando bem.
- ▪ O grupo mostrou que os desafios recentes servem de combustível para sua energia no palco, mantendo a capacidade de comandar multidões.
O Foo Fighters encerrou a noite de sexta-feira, 4 de setembro de 2026, no Palco Mundo do Rock in Rio, com um show seguro e catártico. A banda de Dave Grohl demonstrou que, apesar de anos de perdas, crises e mudanças, a energia no palco permanece inabalável, sustentada por uma sequência de hits.
A trajetória do Foo Fighters, que surgiu do luto após a morte de Kurt Cobain em 1994, foi marcada por períodos de grande sucesso e estabilidade. No entanto, a última década trouxe desafios significativos: a pandemia, a morte do baterista Taylor Hawkins em 2022, o falecimento de Virginia Grohl (mãe de Dave), o lançamento do álbum “But Here We Are”, um escândalo pessoal de Grohl e a subsequente saída do baterista Josh Freese, que foi substituído por Ilan Rubin. Mesmo diante de tantos eventos, a apresentação no Rock in Rio não deixou transparecer o caminho turbulento.
Em comparação com a última passagem da banda pelo Brasil, no The Town 2023, a performance teve poucas mudanças, exceto pela presença de Ilan Rubin. A execução das músicas se mostrou mais direta, com menos interações e “enrolações” características de Grohl, uma decisão que se provou eficaz. O setlist incluiu destaques como “Marigold”, lançada originalmente por Dave Grohl sob o pseudônimo Late! e posteriormente regravada pelo Nirvana, e as antigas “Stacked Actors” e “Exhausted”, esta última apresentada pela primeira vez à plateia brasileira.
O repertório priorizou material mais antigo e uma vasta seleção de sucessos. Desde a abertura com “All My Life”, que já formou rodas na plateia, até o encerramento melódico com “Everlong”, o público cantou em uníssono. Hits como “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Walk”, “Monkey Wrench” (com solo de bateria de Ilan Rubin) e “Best of You” mantiveram a plateia conectada.
Dave Grohl, um baterista que se tornou um dos melhores frontmen da atualidade, sabe conduzir a multidão com naturalidade e um sorriso no rosto. Apesar de um desgaste vocal perceptível nos primeiros minutos, a energia é compensada pelos backing vocals e, principalmente, pelo apoio fervoroso do público. A parede de guitarras e baixo manteve-se forte. Ilan Rubin, descrito por Grohl como “o melhor baterista da atualidade”, mostrou-se maleável e fiel ao estilo de Taylor Hawkins, a quem “Aurora” foi dedicada, preenchendo parte da lacuna deixada desde 2023.
Leia Também:
- Há 30 Anos: A Performance Caótica do Oasis no MTV VMA de 1996
- Roger Daltrey confirma ensaios com Zak Starkey para possível turnê do The Who
O show no Rock in Rio demonstrou que, para o Foo Fighters, o caos permanece do lado de fora do palco, ou, no máximo, serve como combustível para a performance. A capacidade de Grohl de comandar multidões, a força dos refrães e a adaptação de Rubin indicam um caminho possível para a banda seguir em frente, mesmo com a ausência de Hawkins.
O setlist completo da apresentação foi:
1. “All My Life”
2. “The Pretender”
3. “Times Like These”
4. “Rope”
5. “Stacked Actors”
6. “My Hero”
7. “Learn to Fly”
8. “These Days”
9. “Walk”
10. “Wheels” (acústica)
11. “Marigold” (Nirvana; acústica)
12. “Monkey Wrench”
13. “Breakout”
14. “Window”
15. “The Sky is a Neighborhood”
16. “Aurora”
17. “Best of You”
18. “Exhausted”
19. “Everlong”
Para mais informações sobre o show, consulte a Rolling Stone Brasil.
(Via: Rolling Stone Brasil)


