Em uma nova entrevista com Cassius Morris, Geoff Tate, ex-vocalista do Queensrÿche, revelou como descobriu sua extensão vocal na adolescência e discutiu as profundas transformações na indústria musical ao longo das últimas quatro décadas.
“Bem, descobri minha extensão vocal bem cedo na vida”, disse Tate em entrevista a Cassius Morris. Ele contou que, aos 18 anos, convidou a banda de um amigo para ensaiar na casa de sua avó enquanto ela viajava. Quando o vocalista da banda adoeceu, o guitarrista o notou cantando e o convidou para tentar. “Ele disse: ‘Você consegue cantar Rush. Queremos tocar muito Rush. Queremos tocar o álbum ‘2112’ que acabou de sair’. Eu disse: ‘Sim, consigo cantar. Sem problemas'”, lembrou Tate. Foi nesse período que ele percebeu sua capacidade de cantar notas muito agudas, como Geddy Lee, e também muito graves, como Joe Cocker, e tem aprimorado suas habilidades desde então.
Ele também abordou as mudanças na indústria musical nas últimas quatro décadas, especialmente com a ascensão de artistas independentes e estúdios caseiros. “É completamente diferente agora”, afirmou. “Cada plataforma comercial é diferente. A forma como distribuímos e ouvimos música mudou muito. Com a invenção desses pequenos aparelhos [fones de ouvido], as coisas realmente mudaram porque eles soam muito bem. A tecnologia avançou a ponto de as pessoas usarem o tempo todo. Em suas atividades diárias, estão ouvindo música, um podcast, notícias, ou conversando ao telefone. Eles sempre têm o fone de ouvido. E é assim que o mundo funciona hoje. Tentamos fazer nossa música se encaixar nesse parâmetro tecnológico também.”
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Tate comparou a sonoridade de álbuns antigos, como “Operation: Mindcrime” do Queensrÿche, lançado em 1988 – um dos primeiros discos digitais – com as produções atuais. “Parece tão, digamos, antiquado pelos padrões de hoje, apenas por causa do progresso na gravação e na tecnologia que mudou tanto agora”, explicou. Ele destacou que a resposta de graves e as frequências que podem ser exploradas hoje estão anos-luz à frente de 1988, com os conversores analógico-digitais tendo evoluído da sua fase inicial para as versões atuais.
Tate lançará o terceiro capítulo da série de álbuns “Operation: Mindcrime”, intitulado “Operation: Mindcrime III“, em 3 de maio. O primeiro single do LP, “Power”, foi disponibilizado no final de março. A faixa foi escrita por Geoff e seu guitarrista/produtor Kieran Robertson. A produção do álbum conta com John Moyer, baixista do Disturbed, como coprodutor. “Power” inclui vocais de Tate, bateria de Rich Baur, baixo de Moyer, guitarras de Dario Parente e Amaury Altmayer, e sintetizadores e cordas de Tate e Robertson. A mixagem e masterização foram feitas por Juan Urteaga no Trident Studios.
“Operation: Mindcrime III” é um álbum conceitual que segue Nikki, um viciado em drogas transformado em assassino, manipulado por Dr. X. Diferente das duas primeiras partes, esta nova obra será contada do ponto de vista de Dr. X, “como a história aconteceu do ponto de vista dele”, explicou Geoff.
Lançado originalmente em maio de 1988, “Operation: Mindcrime” do Queensrÿche é um álbum conceitual que narra a história de Nikki, um viciado em drogas manipulado pelo Dr. X para assassinar líderes políticos. O disco é amplamente considerado um dos maiores álbuns de metal conceitual de todos os tempos. A sequência, “Operation: Mindcrime II”, de 2006, também foi mencionada.
Em 2014, Geoff Tate e o Queensrÿche chegaram a um acordo legal que permitiu à banda continuar sob o nome original com o vocalista Todd La Torre, enquanto Tate obteve o direito exclusivo de apresentar os álbuns “Operation: Mindcrime” e “Operation: Mindcrime II” ao vivo.
(Via: Blabbermouth)



