Por que isso importa?
Para os fãs de metal melódico e power metal, a trajetória de Gus G é um exemplo de resiliência. Sua carreira, que atravessa décadas e mudanças na indústria musical, mostra a dedicação necessária para se manter relevante. A entrevista oferece um olhar sobre os desafios de um guitarrista virtuoso em um cenário em constante transformação, além de detalhes sobre seu mais recente trabalho.
O guitarrista grego Gus G, conhecido por seu trabalho com Firewind e Ozzy Osbourne, lançou recentemente seu sexto álbum solo de estúdio, intitulado “Steel Burner”. O músico, cujo nome real é Konstantinos Karamitroudis, reflete sobre sua longa carreira, a experiência da paternidade e as transformações da indústria musical em uma entrevista para a Blabbermouth.
Gus G iniciou sua jornada musical no início dos anos 2000, colaborando com bandas como Dream Evil, Mystic Prophecy e Nightrage, antes de focar no Firewind. Sua habilidade em misturar estilos neoclássicos com velocidade o levou a ocupar a cobiçada posição na banda de Ozzy Osbourne entre 2009 e 2017, consolidando seu nome como um guitarrista de projeção internacional.
O novo álbum, “Steel Burner”, apresenta uma mistura de solos instrumentais e faixas vocais, contando com a participação de diversos cantores convidados. Doro Pesch, Matthew Barlow (Ashes Of Ares, ex-Iced Earth), Ronnie Romero (ex-Rainbow) e Dino Jelusić (Trans-Siberian Orchestra) emprestam suas vozes ao projeto. Gus G descreve o álbum como uma combinação de suas técnicas de shredding e frases melódicas com um metal melódico acessível e refrões marcantes.
Em conversa com a Blabbermouth, Gus G falou sobre a paternidade, que considera a maior mudança em sua vida. “É incrível; dá muito trabalho”, disse ele. “Mas é uma coisa incrível experimentar a paternidade. Ensina muito sobre você e meio que destrava um tipo diferente de amor que você não sabia que tinha.” Ele reconhece que será mais difícil viajar, mas afirma que não planeja parar de tocar. “Não vou parar de fazer o que faço. Eu amo o que estou fazendo. Eu amo meu trabalho”, afirmou.
Sobre a divisão entre seu trabalho solo e o Firewind, Gus G explicou que as composições menos pesadas tendem a ir para seus discos solo. Ele mencionou “Quantum Leap”, seu álbum instrumental anterior, como um divisor de águas. “Tornou-se provavelmente meu disco de maior sucesso”, revelou. “Ao mesmo tempo, me deu uma nova alegria. Gosto de explorar a música instrumental de guitarra.” “Steel Burner” segue essa linha, sendo um álbum 50/50, com cinco faixas instrumentais e cinco vocais.
As colaborações no álbum foram um ponto crucial. Gus G detalhou como a música com Matthew Barlow, “Dancing With Death”, surgiu. “Essa música eu sabia instantaneamente: ‘Bem, isso vai se encaixar em Matt Barlow como uma luva. Isso é para ele'”, disse. A parceria com Ronnie Romero em “Frenemy” também foi resultado de uma longa amizade e uma série de shows em conjunto. Ele descreve Romero como um “grande performer” e “muito fácil de trabalhar”. Dino Jelusić, que participa de uma faixa com uma “vibe Guns N’ Roses”, é outro amigo que Gus G considera uma das “vozes da geração” europeia ao lado de Ronnie.
O guitarrista também abordou as mudanças no cenário musical e a ascensão dos “guitarristas do YouTube”. Ele se considera sortudo por ter começado em uma era mais tradicional. “Quando comecei, fazíamos demos no estúdio. Pagávamos pelo estúdio, colocávamos em um envelope e enviávamos para uma gravadora, esperando que alguém ligasse de volta”, lembrou. Hoje, com as redes sociais e plataformas de vídeo, a forma de construir uma base de fãs é diferente. Apesar das novas tendências, Gus G mantém sua crença no modelo tradicional de shows ao vivo. “Ainda acredito em ir a cada cidade, ir ao local e tocar para as pessoas que querem vir”, concluiu.
Gus G expressa orgulho em sua longevidade na indústria, que viu muitas gravadoras e bandas irem e virem. “Já vi muita coisa nestes 25 anos”, disse ele. “Estou orgulhoso de ainda poder estar aqui e continuar fazendo isso.” Para ele, o segredo é “continuar em movimento”, sempre buscando a próxima música e o próximo álbum para manter a carreira ativa.
(Via: Blabbermouth)



