Em 1985, o Black Sabbath quase reacendeu a formação clássica durante o Live Aid, evento que reuniu grandes nomes da música. Ozzy Osbourne, que havia deixado a banda cinco anos antes, já consolidava carreira solo com álbuns como “Blizzard of Ozz”. Enquanto isso, o Sabbath seguia com Ronnie James Dio e, posteriormente, Ian Gillan, mas enfrentava desafios que inspiraram até o humor de “This Is Spinal Tap”.
Quando convidados para o Live Aid, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward viram a chance de um reencontro. Em suas memórias, “Iron Man”, Iommi relembrou o momento: “Pensamos que poderia ser o primeiro passo para nos reunirmos. Mas, em vez de ensaiar, acabamos revivendo histórias antigas e bebendo bastante.”
No palco do Estádio JFK, na Filadélfia, o grupo tocou “Children of the Grave”, “Iron Man” e “Paranoid” sob o sol forte. Iommi, de óculos escuros e ressaca, destacou a importância do momento, mas admitiu que tudo passou rápido. A formação original só voltaria a se apresentar junta sete anos depois, em 1992, e a uma turnê completa em 1999.
Atualmente, o Black Sabbath planeja um show de despedida. Apesar dos desafios, como a saúde de Ozzy Osbourne e a idade avançada dos integrantes, fãs esperam que ainda haja mais capítulos na história da banda. O Live Aid, no entanto, permanece como um marco curioso nessa trajetória.
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