Jon Batiste une Nova Orleans e Brasil em show no Rock in Rio
Resumo
- ▪ Jon Batiste fez sua estreia no Rock in Rio 2026, transformando o Palco Mundo em um encontro cultural entre Nova Orleans e o Brasil.
- ▪ O show contou com a participação de percussionistas cariocas, da cantora Nêgah Santos e da bailarina Ingrid Silva.
- ▪ O repertório mesclou estilos como jazz, soul, blues, gospel e samba, incluindo homenagens a Jorge Ben Jor e Beethoven.
Em sua estreia no Rock in Rio 2026, o músico Jon Batiste transformou o Palco Mundo em um ponto de encontro entre a música de Nova Orleans e a cultura brasileira. Sua apresentação, que navegou pelo jazz, soul, blues, gospel e samba, contou com a participação de convidados brasileiros, demonstrando a versatilidade do artista.
Na noite de segunda-feira (7), Batiste dividiu o palco com percussionistas do Rio de Janeiro, a cantora Nêgah Santos e a bailarina Ingrid Silva. O show foi construído de forma dinâmica, com piano, percussão, dança e voz se alternando e Batiste interagindo constantemente com a plateia.
A conexão de Batiste com a música brasileira não é recente, ele já havia demonstrado interesse por artistas como Milton Nascimento, Tom Jobim e Gilberto Gil. No festival, essa influência se materializou com a apresentação de “Mas Que Nada”, clássico de Jorge Ben Jor, com Nêgah Santos nos vocais. O músico também celebrou os percussionistas cariocas, afirmando: “Uma salva de palmas para essa galera, esses percussionistas maravilhosos que são aqui do Rio. Eles são cria de vocês!”
Batiste incentivou a participação do público, criando um espetáculo coletivo que se aproximou das tradições musicais de Nova Orleans. Durante a música “Freedom”, ele descreveu o momento como “Isso não é um show. É uma prática espiritual.”
A bailarina Ingrid Silva, que já havia se apresentado no Rock in Rio em 2024, retornou ao festival para colaborar com Batiste. Ao som de “Chega de Saudade”, Batiste ao piano e Ingrid com sua coreografia criaram um momento de delicadeza. Mais tarde, ela também participou de “Butterfly” em uma performance mais intensa.
Leia Também:
- Oasis – Don’t Look Back In Anger – resenha do documentário
- Frejat diz que rap representa a rebeldia do rock dos anos 60 e 70
A versatilidade de Batiste foi evidente no repertório, que incluiu “Für Elise” de Beethoven, mostrando sua formação musical clássica, e “Chega de Saudade”, de Tom Jobim. O artista combinou diferentes identidades musicais, do jazz ao samba, criando uma experiência única.
Com oito Grammys no currículo, Jon Batiste trouxe uma trajetória musical rica para o Rock in Rio, onde suas referências da música negra americana se encontraram com a cultura brasileira. O show, que começou como uma apresentação internacional, rapidamente ganhou um sotaque carioca, especialmente com a participação dos percussionistas locais em “BIG MONEY”.
O ponto alto da apresentação foi a ponte criada entre a tradição musical de Nova Orleans e o Rio de Janeiro, representados pela percussão, samba e dança. Batiste mostrou que diferentes linguagens musicais podem coexistir no mesmo espaço, proporcionando uma experiência diferente e envolvente para o público.
(Via: PopNow)


