Kim Thayil do Soundgarden detalha origem do nome de “Badmotorfinger”
Resumo
- ▪ Kim Thayil, guitarrista do Soundgarden, explicou como o álbum "Badmotorfinger" recebeu seu nome, combinando referências de Montrose e Badfinger.
- ▪ Thayil refletiu sobre a produção de "Superunknown", destacando seu sucesso apesar das dificuldades de execução ao vivo devido às escolhas do produtor Michael Beinhorn.
- ▪ O músico confirmou que o último álbum do Soundgarden, com vocais de Chris Cornell, continua em desenvolvimento por meio de um processo "atípico" e sem cronograma de gravadora.
Kim Thayil, guitarrista do Soundgarden, revelou em uma entrevista recente ao podcast State of Love and Trust a curiosa origem do nome do álbum “Badmotorfinger”. O músico também refletiu sobre a produção de “Superunknown” e atualizou o status do último álbum do Soundgarden.
Thayil contou que o Soundgarden sempre foi uma banda difícil de categorizar. Ele lembra de pessoas comparando o som do grupo a Led Zeppelin ou Black Sabbath, o que os surpreendia, já que se viam como “acid punk” antes do rótulo “grunge” surgir. “É tipo, todo mundo diz que a gente soa como Led Zeppelin, ou como Black Sabbath. Como isso aconteceu? A gente achava que estava sendo apenas ‘viajante’, sabe? A gente ouvia e pensava, ‘ah, sim, isso é meio legal'”, disse Kim Thayil.
O guitarrista explicou que o nome “Badmotorfinger” surgiu de forma espontânea. “Foi espontâneo, sabe, enquanto bebia e fumava cigarros e brincava com o quatro-pistas e ouvia o rádio”, lembrou. A ideia veio da combinação do título da música “Bad Motor Scooter” de Montrose com o nome da banda Badfinger. O produtor Terry Date e Chris Cornell reagiram com risadas inicialmente, mas depois Chris percebeu o potencial do nome. “Sabe, isso é meio legal! Ele disse, ‘Quando você pensa bem, não é só uma piada, é meio legal'”, contou Thayil. Ele acrescentou que o nome era “agressivo, mas colorido e engraçado. Então, cumpria muitos requisitos do rock”.
Ao comentar sobre a produção de “Superunknown”, Thayil reconheceu que, apesar de algumas “queixas” sobre o trabalho com o produtor Michael Beinhorn, o álbum se tornou um dos mais bem-sucedidos da banda e com uma sonoridade “legal”. No entanto, ele demonstrou frustração com as escolhas de Beinhorn que, segundo ele, dificultavam a execução das guitarras ao vivo. “Uma coisa é ter um som que funciona em termos do áudio que você está ouvindo ou do áudio que está sendo gravado. Outra coisa é ter esse som propício para tocar seu instrumento”, explicou. “A guitarra é a minha voz e não apenas um instrumento para gravar ou para compor.”
Sobre o álbum final do Soundgarden, que contará com os vocais de Chris Cornell, Thayil descreveu o processo como “atípico”, mas “interessante” e “divertido”. Ele mencionou a ausência de um orçamento de gravadora ou um cronograma fixo, o que exige uma abordagem diferente. “Nós vamos chegar lá”, afirmou.
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Kim Thayil também lançou seu livro de memórias, “A Screaming Life: Into the Superunknown with Soundgarden and Beyond”, que explora a história da banda, incluindo sua entrada para o Rock & Roll Hall of Fame, e sua vida antes, durante e depois do Soundgarden.
(Via: Ultimate Classic Rock)



