Melhores do ano internacionais por Tomás Gouveia
Mais uma lista feita por nossos colaboradores. Desta vez quem deu às caras foi Tomás Gouveia. Tomás já deu algumas dicas ao longo do ano por aqui e em suas participações no Redação Disconecta, mas temos surpresas bem interessantes que vocês veem logo abaixo.
1. Suede – Antidepressants
Mais atmosférico e denso que seu antecessor de 2022, Autofiction este Antidepressants coloca Brett Anderson e sua trupe novamente no caminho das produções grandiosas, já que o álbum anterior foi quase que um registro ao vivo mas em estúdio. Os destaques do álbum? Todas. Mas a abertura com Desintegrate e o final com Life Is Endless, Life Is A Moment mostram que a ordem das faixas foi escolhida à dedo, justificando aquilo que muito se perdeu nos dias de hoje, que é apreciar um álbum inteiro.

2. Pulp – More
Britpop classudo com referências pontuais à muita coisa boa que a música britânica nos deu desde os anos 60. Seguramente o álbum mais impactante da banda desde a sua estreia com Diferent Class (e que este ano ganhou uma edição caprichada de 30 anos).

3. Joe Bonamassa – Breakthrough
Joe Bonamassa nunca errou na carreira, mas desde o Redemption de 2018 que esta regularidade atingiu um patamar que tornou uma tarefa impossível não colocar seus discos na lista de melhores do ano. Ouça a trinca Drive By The Exit Sign, Broken Record e Shake This Ground e comprove.

4. Wolf Alice – The Clearing
De cara o anúncio mais bacana da vindoura edição de 2026 do C6 Festival. E o hype em cima do álbum dos britânicos se justifica já nas primeiras notas de Thorns e ganha mais destaque ainda na dobradinha Play It Out / Bread Butter Tea Sugar que mostra que Fleetwood Mac e Electric Light Orchestra continuam influenciando muita gente mundo afora.
5. Paradise Lost – Ascension
Pode uma banda com uma carreira de 37 anos e 16 álbuns em 2025 lançar um dos 3 melhores álbuns de sua discografia? Não só pode, como o Paradise Lost fez isso. A sequência Diluvium, Savage Days, Sirens e Deceivers não me deixa mentir.

6. Deftones – Private Music
Um pouco mais distante dos experimentalismos e mais direto como em Diamond Eyes, a banda de Chino Moreno volta de novamente aos holofotes se mostrando sempre relevante, ainda que com lançamentos tão espaçados.

7. Amorphis – Borderland
Não existe banda dentro dos famigerados (no sentido pejorativo da palavra mesmo) Metal Progressivo e Power Metal que consiga hoje criar melodias e refrãos marcantes como o Amorphis. E a dificuldade de encaixar a banda dentro de um dos estilos faz com que os finlandeses não ganhem uma projeção maior do que a já extensa carreira pede. Mais um discaço dentro da discografia que desde Eclipse de 2006 não entrega algo menor que ótimo.

8. Turnstile – Never Enough
What’s New In Baltimore? diria Frank Zappa. Desde 2010 que temos o Turnstile. E desde a ‘explosão’ com o registro anterior, Glow On que a expectativa aumentou com o anúncio do novo álbum, Never Enough. Mais ensolarado que o seu anterior, joga a banda de forma definitiva para as massas, intercalando o hardcore de outrora (e ainda muito presente) com pitadas de funk, psicodelia e até um flerte com o New Romantic em Seein’ Stars.

9. Volbeat – God Of Angels Trust
Segundo álbum desde a partida do guitarrista Rob Caggiano, o Volbeat entrega mais um disco pesado, condizente com o status de banda grande que os dinamarqueses adquiriram. As melodias ainda estão presentes, mas não as que o ex-guitarrista do Anthrax trouxe e sim, as do Beyond Hell / Above Heaven como na radiofônica (e excelente) Acid Rain.

10. Manic Street Preachers – Critical Thinking
Do pós punk ao dream pop, passando pelos refrãos de rock de arena (para não dizer hard rock), o MSP voltou ainda mais contestador, garantindo o destaque que sempre merecem, com destaque para a abertura com a faixa título, a arrasa quarteirão Decline & Fall e a belíssima My Brave Friend.



