Meta fecha acordo bilionário nos EUA e promete novas restrições para adolescentes no Facebook e Instagram
A Meta fechou nesta quarta-feira (26) um acordo de US$ 17,1 bilhões com a Califórnia e outros 28 estados americanos após um processo que acusava a empresa de incorporar recursos potencialmente viciantes ao Facebook e Instagram, além de falhar na proteção de crianças e adolescentes. A companhia negou as acusações, e o acordo não representa admissão de culpa.
Pelos termos do acordo, a Meta deverá implementar novas regras para usuários menores de 18 anos. Entre elas estão limite diário de duas horas, lembretes após períodos de uso, bloqueio dos aplicativos entre meia-noite e 6h, notificações silenciadas durante a noite e o horário escolar, além de um feed cronológico e não personalizado.
A contagem de curtidas será ocultada por padrão e filtros que simulam procedimentos cosméticos extremos serão desativados para adolescentes.
A empresa deverá pagar inicialmente US$ 12,1 bilhões ao longo de dez anos, com possibilidade de aumento caso concorrentes como TikTok e YouTube adotem medidas semelhantes.
O acordo ocorre em meio a uma série de processos contra a Meta relacionados à segurança de menores. No início de agosto, um tribunal do Novo México determinou que a empresa pagasse US$ 942 milhões e alterasse suas medidas de proteção infantil. A Meta pretende recorrer.
O caso também ganha atenção no cinema com The Social Reckoning, sequência de A Rede Social, escrita e dirigida por Aaron Sorkin. O filme, que estreia em outubro, abordará os chamados Facebook Files e a denúncia da ex-funcionária Frances Haugen sobre práticas internas da empresa.


