“Michael” – Cinco músicos que DEVERIAM estar na cinebiografia

Victor Persico
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Victor Persico
Jornalista, especialista em cultura pop, rock clássico e vertentes. Com um olhar analítico para a indústria contemporânea, acompanha de perto os novos lançamentos, resenhas de discos...
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Michael Jackson - Rock With You Foto: Reprodução

Michael, indo contra todas as ideias dos críticos “especializados”, está sendo um dos ápices cinematográficos não só do ano, mas da história das biografias que ganharam a telona.

Só nas primeiras seis horas em que o teaser trailer foi lançado acabou recebendo 30 milhões de visualizações. Em 24 horas foram 116,2 milhões. Além disso, já se tornou a maior estreia de uma cinebiografia de todos os tempos, a maior estreia da Lionsgate desde 2015, o maior índice de aprovação do público para uma cinebiografia musical, com 97%. E quer mais? Primeira cinebiografia da história a ultrapassar 100 milhões de dólares em um único dia globalmente.

Já se passaram mais de 15 anos do falecimento (ou não, depende da sua crença) de Michael Jackson e ele continua sendo relevante, ou melhor dizendo: o Rei do Pop!

A trilha sonora então se esbanja nos sucessos como Thriller, Billie Jean, Bad, Beat It. Contudo, diante de uma discografia que vem desde a época do The Jackson Five, The Jacksons até a solo, há clássicos que sim deveriam estar presentes na trama, nem que fossem de fundo de cena.

Confira abaixo cinco faixas que não poderiam ter sido deixadas de lado:

Blame It On The Boogie – Destiny (1978)

Uma das mais cativantes do catálogo do Jacksons, abre o álbum Destiny, o décimo terceiro da banda, já com o nome trocado depois de uma briga com a Motown que processou a banda por quebra de contrato e que resultou na mudança.

Fala se isso na telona não teria sido fenomenal. Blame It On The Boogie é um dos ápices da genialidade do grupo.

Got To Be There (1972)

Primeiro single solo de Michael, alcançou o topo das paradas pop e R&B, trazendo um dos arranjos pop com elementos de soul e soft rock mais bem orquestrados de sua vida.

A faixa pega tanto no emocional que é possível sentir nos agudos a total pureza de Michael. De todas as faixas, pelo marco, essa deveria estar com toda a certeza. Futuramente ainda receberia as versões pelo The Miracles, Chaka Khan, George Benson e Boyz II Men.

Mas, nenhuma chega aos pés da original.

P.Y.T. (Pretty Young Thing) – Thriller (1982)

James Ingram e Quincy Jones assinando a faixa e foi o sexto single de Thriller. A inspiração: As lingeries de Peggy Lipton, ex-esposa de Quincy Jones, com as inscrições “P.Y.T.” estampadas.

Thriller é lendária. Billie Jean e Beat It são os carro chefe do álbum. Mas P.Y.T. merece toda a relevância, assim como as três recebem sempre que o álbum é citado. DUVIDO você ouvir e não se mexer.

Off The Wall

A faixa título, do álbum que ainda tem quem ache ser o primeiro solo de Michael, fala sobre superar problemas. O problema inicial era sobre quem iria gravá-la, já que foi inicialmente oferecida a Karen Carpenter para o seu álbum solo, e ela recusou.

E ainda bem! Não tem como imaginar Off The Wall sem toda a levada que Michael e Quincy realizaram. A Karen era maravilhosa, mas não combina.

Rock With You

COMO QUE ISSO NÃO ESTÁ NA TRILHA SONORA?!

Um despautério desenfreado. É um sacrilégio, insulto, heresia, tolice, profanação, fazer qualquer produção que for sobre Michael Jackson sem colocar Rock With You. Seja a versão com palmas ou sem, um erro que é inadmissível na escolhas das músicas.

Sendo honesto, poderiam tirar Ben e Who’s Lovin You ou até Wanna Be Startin’ Somethin’. Mas, deixar logo essa de fora é como jogar um balde de água gelada quando você está no auge de um maior desejo.

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