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Neil Young remove catálogo musical da Amazon em protesto

Marcelo Scherer
Marcelo Scherer
10 de outubro de 2025 5 min de leitura
Neil Young. Foto: Raph Pour-Hashemi.
Foto: Divulgação

Neil Young remove músicas da Amazon após publicar, nesta sexta-feira (10), um manifesto em seu site oficial no qual reprova o poder de grandes corporações e convoca o público a apoiar comerciantes locais.

No texto divulgado no Neil Young Archives, o cantor cita Amazon, Whole Foods e Facebook como exemplos de empresas que, segundo ele, “venderam os Estados Unidos”. “Esqueçam a Amazon. Em breve meu catálogo não estará lá”, escreveu, antes de pedir: “Comprem na loja do bairro. Não voltem às grandes empresas”.

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O artista destacou que a decisão faz parte de um esforço coletivo para “salvar a América da era do controle corporativo”. Ele ainda acusou as companhias de colocarem em risco “renda, segurança e saúde” da população e concluiu com o apelo “Take America Back” (“Retomem a América”).

Young não especificou se a retirada abrange apenas a loja digital da Amazon ou também o serviço de streaming Amazon Music. A medida marca nova guinada na relação do músico com plataformas digitais: em 2022, após deixar o Spotify em protesto contra desinformação, ele ofereceu passes gratuitos para o Amazon Music; já em 2024, retornou ao Spotify alegando falta de alternativas de alcance. Por enquanto, seu repertório permanece disponível na Apple Music.

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