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Night Ranger se viu ‘preso’ após o sucesso de “Sister Christian”, revela Kelly Keagy

5 min de leitura
Night Ranger
Night Ranger — Foto: Divulgação

Resumo
  • ▪ O baterista e co-fundador Kelly Keagy revelou que o sucesso de "Sister Christian" em 1984 limitou a liberdade criativa do Night Ranger.
  • ▪ A gravadora pressionava a banda por mais baladas, ignorando o desejo de focar em outros estilos musicais.
  • ▪ Keagy, no entanto, expressa gratidão pelo sucesso da música e oferece conselhos a artistas jovens sobre a relação com as gravadoras.

O baterista e co-fundador do Night Ranger, Kelly Keagy, revelou recentemente como o sucesso estrondoso do single “Sister Christian”, lançado em 1984, acabou por limitar a liberdade criativa da banda. Em uma entrevista ao canal Dr. Music no YouTube, Keagy explicou que o hit, apesar de massivo, também trouxe consequências inesperadas.

“A gravadora te dá uma grande quantia de dinheiro para fazer um disco, e o objetivo deles é vender discos”, explicou Keagy, detalhando a pressão para que o Night Ranger produzisse cada vez mais baladas semelhantes a “Sister Christian”. “E nós estávamos aqui pensando: ‘Sim, mas temos que sair e tocar. Não podemos fazer quatro baladas no show’.”

Keagy continuou, “Mas a gravadora realmente forçou isso. Quando entregamos o último disco, que foi ‘Man in Motion’ (1987), não tínhamos uma balada nele. Entregamos e [a gravadora] simplesmente riu, dizendo: ‘Certo, um disco do Night Ranger sem uma balada’.”

A insistência da gravadora levou o Night Ranger a gravar a balada “Restless Kind”. “Eles adoraram, mas não a lançaram”, explicou Keagy. “Lançaram uma música que não escrevemos, que foi ‘I Did It for Love’. Foi quando percebemos que estávamos presos.”

Segundo o baterista, a gravadora só se importava em encontrar outro “Sister Christian”, o que limitou severamente o espaço para a criatividade da banda. “Não tínhamos mais uma zona segura”, comentou Keagy.

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Apesar de tudo, Keagy não se arrepende do desfecho e permanece grato por “Sister Christian” ter alcançado um público enorme. Ele também ofereceu algumas palavras de sabedoria a artistas mais jovens que possam se encontrar em situações semelhantes com suas gravadoras.

“Eles precisam saber que, se alguém está pagando a conta, eles vão querer vender discos. É um negócio”, observou. “Então, há uma maneira de conciliar os dois, e às vezes você simplesmente não consegue. Tipo, ‘não, queremos fazer isso’, e eles respondem: ‘temos outra ideia’.”

Autor

  • Luis Fernando Brod

    Publicitário, redator e pesquisador musical com foco em classic rock, hard rock e bastidores da indústria fonográfica. Especialista com mais de 5 anos em resgatar a história por trás de álbuns lendários e dissecar a trajetória de ícones da música nas décadas de 70, 80 e 90. No Disconecta, assina reportagens especiais, retrospectivas e a cobertura diária do rock internacional. Criador do canal no youtube Minha Vida em Vinil onde cobre música e colecionismo em mídia física.

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