Night Ranger se viu ‘preso’ após o sucesso de “Sister Christian”, revela Kelly Keagy
Resumo
- ▪ O baterista e co-fundador Kelly Keagy revelou que o sucesso de "Sister Christian" em 1984 limitou a liberdade criativa do Night Ranger.
- ▪ A gravadora pressionava a banda por mais baladas, ignorando o desejo de focar em outros estilos musicais.
- ▪ Keagy, no entanto, expressa gratidão pelo sucesso da música e oferece conselhos a artistas jovens sobre a relação com as gravadoras.
O baterista e co-fundador do Night Ranger, Kelly Keagy, revelou recentemente como o sucesso estrondoso do single “Sister Christian”, lançado em 1984, acabou por limitar a liberdade criativa da banda. Em uma entrevista ao canal Dr. Music no YouTube, Keagy explicou que o hit, apesar de massivo, também trouxe consequências inesperadas.
“A gravadora te dá uma grande quantia de dinheiro para fazer um disco, e o objetivo deles é vender discos”, explicou Keagy, detalhando a pressão para que o Night Ranger produzisse cada vez mais baladas semelhantes a “Sister Christian”. “E nós estávamos aqui pensando: ‘Sim, mas temos que sair e tocar. Não podemos fazer quatro baladas no show’.”
Keagy continuou, “Mas a gravadora realmente forçou isso. Quando entregamos o último disco, que foi ‘Man in Motion’ (1987), não tínhamos uma balada nele. Entregamos e [a gravadora] simplesmente riu, dizendo: ‘Certo, um disco do Night Ranger sem uma balada’.”
A insistência da gravadora levou o Night Ranger a gravar a balada “Restless Kind”. “Eles adoraram, mas não a lançaram”, explicou Keagy. “Lançaram uma música que não escrevemos, que foi ‘I Did It for Love’. Foi quando percebemos que estávamos presos.”
Segundo o baterista, a gravadora só se importava em encontrar outro “Sister Christian”, o que limitou severamente o espaço para a criatividade da banda. “Não tínhamos mais uma zona segura”, comentou Keagy.
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Apesar de tudo, Keagy não se arrepende do desfecho e permanece grato por “Sister Christian” ter alcançado um público enorme. Ele também ofereceu algumas palavras de sabedoria a artistas mais jovens que possam se encontrar em situações semelhantes com suas gravadoras.
“Eles precisam saber que, se alguém está pagando a conta, eles vão querer vender discos. É um negócio”, observou. “Então, há uma maneira de conciliar os dois, e às vezes você simplesmente não consegue. Tipo, ‘não, queremos fazer isso’, e eles respondem: ‘temos outra ideia’.”
(Via: Ultimate Classic Rock)


