Em participação no podcast Corredor 5, apresentado por Clemente Magalhães, Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, discutiu a relação dos fãs com o passado das bandas. Ele criticou a mentalidade de quem não aceita mudanças na música, destacando que o foco deve estar no presente.
“O objetivo é o agora. Tudo acontece agora. O que a gente sente — dor, vontade de ir no banheiro, sono — é tudo agora. Não é amanhã nem ontem, entendeu? É hoje”, afirmou Kisser. Para ele, muitos fãs de metal vivem presos a ideais fixos, sem aproveitar o momento atual.
Sobre o público do Sepultura, o músico foi enfático: “Cara, com todo respeito, o fã que se foda, mano! Qual que é o fã do Sepultura? Tem tia, tem gente que acompanha há 40 anos, gente que começou a ouvir ontem. Não tem um estereótipo”. Ele ressaltou que criar música pensando no fã não é arte, mas uma forma de “escravidão”.
Kisser também abordou a tendência de comparar performances ao vivo com gravações de estúdio. “O disco é só um registro de um momento, ele não é a verdade definitiva. As músicas evoluem”, explicou. Ele citou Bob Dylan como exemplo de artista que reinventa suas canções em cada apresentação.
O guitarrista ainda criticou as expectativas exageradas dos fãs. “Muito fã sai com o nariz torto porque está esperando aquilo que ele criou do passado dele. Mas você não quer nada, cara!”, disse. Para Kisser, o importante é viver o momento e permitir que a música continue a transformar vidas.
Toda essa polêmica se originou de um corte que o canal postou em seu Instagram, onde posta justamente esta parte. Aparentemente ela está fora de todo o contexto, o que gerou um grande debate com fãs e não fãs da banda. Um recorte descontextualizado, segundo Marcelo Scherer.
A entrevista completa está no fim desta matéria, mas você pode ver o corte que começou a esta discussão e a resposta de Andreas Kisser. Nunca é demais ver e entender todo o contexto antes de sair falando mal deste ou daquele.
O corte que gerou também vamos deixar aqui para ser visto.
Deixe um comentário