Apollonia processa herdeiros de Prince alegando que o cantor sempre a incentivou a manter o nome artístico que a tornou conhecida desde “Purple Rain”.
Patricia Apollonia Kotero, protagonista do filme de 1984 e líder do grupo Apollonia 6, contestou em tribunal a tentativa do espólio de Prince, administrado pela Paisley Park Enterprises (PPE), de registrar a marca “Apollonia” e anular seus registros anteriores.
Em declaração apresentada à Justiça federal na sexta-feira, 16 de janeiro (via Rolling Stone), a artista diz ter recebido garantia presencial do músico dois meses antes da morte dele, após show em Oakland, Califórnia. “Prince foi enfático para que continuássemos usando os nomes Apollonia e Apollonia 6 em projetos musicais, de merchandising e audiovisuais”, afirmou, citando também a colega Susan Moonsie.
Kotero sustenta que o espólio não tem direito sobre a marca porque o próprio Prince jamais a registrou em vida. Para ela, a iniciativa da PPE ameaça sua identidade profissional construída ao longo de quatro décadas. “Se perder os direitos, não poderei trabalhar sem receio de represálias”, declarou.
Em resposta, a PPE pediu a rejeição do processo e disse nunca ter exigido que Apollonia abandonasse o nome ou suas atividades comerciais. A audiência que decidirá sobre o pedido de arquivamento está marcada para 13 de fevereiro.
Apollonia alcançou sucesso em 1984 com “Sex Shooter”, produzida por Prince, e lançou álbum solo em 1988. O artista morreu em abril de 2016, vítima de overdose acidental de fentanil, deixando vasta herança e nenhuma disposição testamentária.



