Björk apoia independência da Groenlândia e critica Trump

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Björk. Crédito: Reprodução.

Björk apoia independência da Groenlândia e critica Trump ao denunciar como “aterrorizante” a possibilidade de o território trocar “um colonizador cruel por outro”.

A cantora islandesa publicou mensagem nas redes sociais após Donald Trump voltar a sugerir que os Estados Unidos anexem a ilha, considerada estratégica para defesa, segundo declarações recentes à BBC. No texto, ela afirma que o colonialismo “repetidamente me causa calafrios” e pede aos groenlandeses que “segurem firme” a autonomia conquistada desde 1979.

Björk relembrou que a Islândia rompeu com a Dinamarca em 1944 e disse sentir alívio por ter preservado o idioma nacional (“meus filhos falariam dinamarquês agora”). A artista citou ainda os casos de contracepção forçada praticados contra mulheres groenlandesas nas décadas de 1960 e 1970 e acusou Copenhague de tratar a população local “como humanos de segunda classe” em 2025.

O premiê groenlandês Jens Frederik Nielsen classificou a ideia de Trump como “fantasia”. Já a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen declarou que o ex-presidente norte-americano “não tem direito de anexar” qualquer parte do reino. A União Europeia e o primeiro-ministro britânico Sir Keir Starmer também rejeitaram a proposta.

Encerrando a nota, Björk convocou: “Queridos groenlandeses, declarem independência! Desejos solidários de seus vizinhos”. A manifestação reforça o histórico da artista em causas de autodeterminação: ela já apoiou Tibete, Kosovo e a campanha No Music For Genocide, que retira seu catálogo de serviços de streaming em Israel.

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