Zakk Wylde fala sobre novo álbum de Black Label Society em entrevista

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Black Label Society. Foto: JDunbarPhoto / Depositphotos

“Engines of Demolition” do Black Label Society chega às lojas em 27 de março pelo selo MNRK Heavy, encerrando o intervalo de cinco anos desde “Doom Crew Inc.”.

Em entrevista ao podcast JJO Discover New Music, Zakk Wylde explicou que a agenda lotada com a turnê de celebração do Pantera adiou o lançamento, mas lhe deu tempo extra para compor. “Não faz sentido lançar se não posso divulgar”, comentou o guitarrista.

Gravado em seu estúdio caseiro, o Black Vatican, o disco reúne 15 faixas. Os fãs já conhecem “Name In Blood”, “Broken And Blind”, “The Gallows” e “Lord Humungus”. Entre as inéditas, destaca-se “Ozzy’s Song”, homenagem ao antigo companheiro Ozzy Osbourne. Wylde contou que escreveu a letra após o funeral do vocalista, inspirado ao ver os livros de Ozzy na estante de sua biblioteca.

O músico reafirmou sua prática de entrar em estúdio sem pré-produções. Segundo ele, a espontaneidade preserva o frescor das ideias. “O último riff que você compõe é sempre o que mais empolga”, disse, citando métodos semelhantes usados em sucessos antigos como “Stillborn”.

Wylde descreveu o processo: composições iniciadas no piano ou no violão, depois transpostas para a guitarra com volume baixo e leve reverberação, recurso que, afirma, o faz sentir como se estivesse tocando em um grande palco vazio. Ao retornar das turnês, ele retoma o trabalho no Vaticano Negro até concluir o ciclo de gravações.

Formado em 1998, o Black Label Society conta hoje com Zakk Wylde, John “JD” DeServio, Jeff Fabb e Dario Lorina. Eles planejam iniciar a turnê de divulgação assim que a agenda do Pantera permitir.

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