O guitarrista contou como, ainda em 1981, foi contratado pela banda de James Hetfield sem tocar uma música completa: bastou esquentar os dedos no ensaio em Norwalk, Califórnia.
Em entrevista concedida em 5 de janeiro à revista Premier Guitar, Dave Mustaine revisitou o curto período que passou no Metallica, entre 1981 e 1983, fase decisiva para a consolidação do thrash metal. Segundo ele, o convite surgiu enquanto se aquecia diante de Hetfield e do então baixista Ron McGovney. “Eu estava tocando e me perguntei: ‘onde estão esses caras?’ Quando voltei, disseram: ‘você está dentro’”, recordou.
Mustaine destacou que seu estilo pautado em riffs foi determinante. Mesmo sem os amplificadores Marshall, comuns entre guitarristas de metal na época, ele usou um par de Risson e, nas próprias palavras, “soava diferente desde a primeira nota”.
Apesar de ser amplamente citado como um dos maiores guitarristas de base do gênero, o líder do Megadeth não se sente confortável com essa classificação. “O termo ‘rhythm guitar player’ parece diminuir o que faço. Prefiro ser visto como um guitarrista que canta”, afirmou, ressaltando que a construção de riffs sempre esteve no centro de sua identidade musical.
Embora seu tempo no grupo tenha durado pouco, composições de Mustaine aparecem nos álbuns “Kill ’Em All” e “Ride the Lightning”. Algumas ideias que ficaram de fora evoluíram depois em faixas célebres do Megadeth, reforçando a influência do músico na história do estilo.



