David Ellefson critica novo álbum do Megadeth e compara a trabalho solo de Mustaine

Luis Fernando Brod
2 minutos de leitura
Dave Ellefson. Crédito: Reprodução.

O ex-baixista do Megadeth, David Ellefson, avaliou o álbum homônimo da banda, lançado em 23 de janeiro. Ele declarou que o trabalho, apesar de ter estreado no topo da Billboard 200, “não soa como Megadeth”.

No programa “The David Ellefson Show”, o músico descreveu o disco como “um álbum solo de Dave Mustaine com uma nova banda”. Para Ellefson, a gravação funciona como uma “aposentadoria” de Mustaine, encerrando um ciclo em vez de prolongar o legado do grupo.

A análise ocorre em meio à tensão entre os dois. Ellefson foi demitido em 2021 após um escândalo sexual que encerrou quase quatro décadas de parceria. Desde então, o diálogo público entre os ex-companheiros permanece distante.

O baixista também comentou a inclusão de “Ride the Lightning”, cover do Metallica. Ele ressaltou a ironia de Mustaine executar solos que contestava quando Kirk Hammett os tocava após sua saída do Metallica em 1983. “Agora é o Dave tocando o solo do Kirk, a menos que seja o Teemu”, provocou, referindo-se ao atual guitarrista Teemu Mäntysaari.

Recordando os anos 1980, Ellefson afirmou ter ouvido o álbum original do Metallica em uma festa com Ron McGovney. Ele testemunhou a reação imediata de Mustaine: “Eles roubaram meu riff”. Segundo Ellefson, o tema teria aparecido em esboços de “Set the World on Fire” antes de ser removido.

Apesar das críticas, Ellefson reconheceu que Mustaine teve participação na gênese da faixa. Ele concluiu que a versão final reflete a evolução lírica de James Hetfield. “Por ‘Ride the Lightning’ já se percebe James encontrando seu próprio estilo”, afirmou.

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